A ação pede ainda que o governo federal fique impedido de prender cidadãos norte-americanos e portadores de visto sem causa provável de que tenham cometido um crime.
Por Redação, com Reuters – de Washington
Minnesota entrou na Justiça contra o governo de Donald Trump para impedir o aumento do número de agentes de imigração no Estado. A medida ocorre após a morte de uma mulher a tiros, na semana passada, por agentes federais.

O processo, instaurado na segunda-feira, cita a secretária de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) dos EUA, Kristi Noem, e várias autoridades de imigração, e pede que um tribunal federal em Minnesota declare o aumento do efetivo inconstitucional e ilegal.
A ação pede ainda que o governo federal fique impedido de prender cidadãos norte-americanos e portadores de visto sem causa provável de que tenham cometido um crime.
O governo federal, que é republicano, enviou policiais federais para várias cidades e estados – boa parte deles governados por democratas – no que Trump diz ser uma repressão à imigração ilegal e a outros crimes, inclusive corrupção.
Líderes democratas, por sua vez, acusaram Trump de abuso de poder com motivação política.
O Departamento de Segurança Interna não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre o processo.
Morte
A tensão explodiu em Minnesota na semana passada, quando um agente da Alfândega e Imigração dos EUA (ICE, da sigla em inglês) atirou e matou Renee Good, de 37 anos, mãe de três filhos que observava a ação da polícia federal.
A secretária de segurança acusou Renee Good de terrorismo doméstico, dizendo que ela estava tentando atropelar o policial com seu veículo, enquanto críticos da administração Trump organizaram uma série de protestos para denunciar os tiros como injustificados.
“Milhares de agentes do DHS, armados e mascarados, invadiram as Cidades Gêmeas – Minneapolis e Saint Paul – para realizar batidas militarizadas, assim como paradas e prisões perigosas, ilegais e inconstitucionais em locais públicos sensíveis, incluindo escolas e hospitais — tudo sob o pretexto de aplicação legítima das leis de imigração”, diz o processo.
O Estado também busca a proibição de que oficiais norte-americanos ameacem usar força física ou segurem armas contra pessoas que não estejam sujeitas a uma prisão por imigração, além de outros limites à atuação federal de aplicação da lei.