Rio de Janeiro, 04 de Novembro de 2026

Manifestantes retomam ocupações contra custo da moradia em Portugal

Manifestantes em Portugal retomaram acampamentos em Lisboa e no Porto para exigir moradia acessível, inspirados em protestos na Espanha.

Quarta, 04 de Novembro de 2026 às 14:45, por: CdB

Manifestantes em Portugal retomaram acampamentos em Lisboa e no Porto para exigir moradia acessível, inspirados em protestos na Espanha.

Por Redação,  com RFI – de Lisboa

Dezenas de ativistas portugueses que defendem o direito à moradia montaram novos acampamentos de protesto em Lisboa e no Porto, poucos dias depois de a polícia desmontar outras ocupações nas duas maiores cidades de Portugal. Cerca de 60 barracas podiam ser vistas nesta quarta-feira na Praça do Rossio, na capital portuguesa, depois de terem sido montadas pelos ativistas durante a noite, constatou um jornalista da agência francesa de notícias AFP.

Manifestantes ocupam ruas e praças de Lisboa com faixas e barracas para reivindicar moradia acessível e contestar o aumento dos custos de habitação em Portugal

No Porto, no norte do país, havia cerca de 30 barracas em uma das principais praças da cidade, segundo a imprensa local.

O manifestante Rui Coelho, de 35 anos, disse, em Lisboa, que estava aliviado porque a primeira noite havia transcorrido tranquilamente. “Não sabíamos o que ia acontecer, se a polícia viria ou não”, afirmou.

Inspirados pelos protestos na Espanha após o despejo de Maricarmen Abascal, uma mulher de 87 anos que se tornou símbolo da crise habitacional, os ativistas portugueses já tiveram seus acampamentos desmontados em diversas ocasiões.

A polícia efetuou 13 detenções no Porto ao encerrar os protestos anteriores, no fim de semana. Vinte e cinco ativistas ficaram feridos, segundo os serviços de emergência.

Lisboa

Em Lisboa, no entanto, um tribunal decidiu, na segunda-feira, que uma barraca poderia permanecer na Praça do Rossio, apesar de a polícia alegar que um decreto proibia manifestações no local após a meia-noite.

Na noite de terça-feira, o primeiro-ministro Luís Montenegro anunciou que seu governo minoritário de centro-direita se reuniria com líderes da oposição para discutir medidas destinadas a aliviar a crise habitacional no país. O chefe de governo reconheceu a existência de um “problema grave”.

Montenegro busca o apoio da oposição para aprovar uma reforma que simplifique os despejos em determinadas modalidades de aluguel. Os ativistas que participam dos acampamentos de protesto se opõem veementemente à proposta.

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