Tenista brasileiro só volta ao circuito em 2027 e perderá pontos; Félix Auger-Aliassime, 5º do mundo, foca em recuperação.
Por Redação, com CNN – de Basileia, na Suíça
O ATP 500 da Basileia não terá a participação do tenista brasileiro João Fonseca, atual campeão do torneio, nem do canadense Félix Auger-Aliassime, número 5 do mundo. As desistências foram anunciadas no sábado e domingo, respectivamente, impactando a lista de favoritos à competição na Suíça.

Fonseca, 29º do ranking mundial, comunicou em suas redes sociais que só retornará ao circuito em 2027. Sua ausência significa a perda dos pontos conquistados no ano anterior, o que deve levá-lo a sair do top 30.
Já Félix Auger-Aliassime, cabeça de chave 2 da competição, explicou no Instagram que o foco agora é a recuperação.
Ele afirmou estar “trabalhando duro para voltar a competir o mais rápido possível”, sugerindo uma questão física.
Em setembro, após a vitória que garantiu ao Brasil uma vaga na fase qualificatória da Copa Davis de 2027, João Fonseca revelou seu esgotamento. Ele afirmou não estar “100% nem fisicamente e nem mentalmente” após um ano “difícil e cansativo”.
O tenista brasileiro completou, na ocasião, que estava “criando casca” diante dos desafios. A decisão de pausar a carreira em 2026 e retornar apenas em 2027 reflete a busca por uma recuperação plena.
O histórico de Félix Auger-Aliassime.
O canadense Félix Auger-Aliassime, apesar da desistência, vinha de uma temporada com grandes resultados nos maiores torneios. Sua presença era aguardada como um dos principais concorrentes ao título na Basileia.
Mesmo com os desfalques de Fonseca e Auger-Aliassime, o ATP 500 da Basileia manterá seu prestígio com a participação de grandes nomes. Novak Djokovic, Ben Shelton, Rafael Jodar e Taylor Fritz estão confirmados.
Vôlei
A seleção brasileira feminina de vôlei vive um momento mais consistente em comparação com a masculina. Com um trabalho consolidado de José Roberto Guimarães e uma renovação que tem incorporado novas atletas com experiência internacional, as mulheres apresentam resultados mais expressivos no cenário olímpico recente.
Emanuel, ídolo brasileiro do vôlei de praia e diretor-geral do Comitê Olímpico do Brasil (COB), comentou a diferença entre as equipes em entrevista ao CNN Esportes S/A, exibido no domingo. Para o campeão olímpico, a fase da seleção masculina, comandada por Bernardinho, faz parte de um processo natural de renovação.
– Eu acredito que é um movimento que acontece no masculino de transição. É uma transição natural – afirmou Emanuel.
O ciclo de José Roberto Guimarães à frente da seleção brasileira feminina está previsto para terminar após os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. O treinador já anunciou que deixará o comando da equipe depois da competição.
Ao comentar o trabalho do técnico, Emanuel destacou a capacidade de renovar o elenco feminino e proporcionar experiência internacional às novas atletas. Para ele, esse processo é um dos fatores importantes para a continuidade dos bons resultados da seleção.
– Ele conseguiu, ao longo do tempo, ir modificando e agregando as novas atletas, dando experiência internacional no meio do ciclo – declarou.
Emanuel também ressaltou a importância de os jogadores brasileiros atuarem em ligas estrangeiras para ampliar a bagagem competitiva. Segundo ele, a experiência internacional foi um diferencial das gerações anteriores e pode contribuir para a recuperação da equipe masculina.
– Nós precisamos dar experiência internacional para os nossos atletas – concluiu.