Rio de Janeiro, 09 de Fevereiro de 2026

Lucro do BTG eleva banco à condição de império financeiro

BTG Pactual reporta lucro recorde de R$ 4,6 bilhões no último trimestre, superando expectativas e consolidando sua posição como o maior banco de investimento da América Latina.

Segunda, 09 de Fevereiro de 2026 às 20:18, por: CdB

A receita do maior banco de investimento da América Latina no período cresceu 35,1%, para um recorde de R$ 9,09 bilhões, comparado com a expectativa de R$ 8,9 bilhões dos analistas consultados.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O banco BTG Pactual anunciou, nesta segunda-feira, ter alcançado um lucro líquido ajustado para o quarto trimestre de perto de R$ 4,6 bilhões, com um crescimento de 40,3% sobre o mesmo período do ano passado. Analistas consultados agência inglesa de notícias Reuters esperavam um resultado final de R$ 4,56 bilhões para o período.

Lucro do BTG eleva banco à condição de império financeiro | A sede do BTG, na Avenida Faria Lima, centro financeiro de São Paulo
A sede do BTG, na Avenida Faria Lima, centro financeiro de São Paulo

A receita do maior banco de investimento da América Latina no período cresceu 35,1%, para um recorde de R$ 9,09 bilhões, comparado com a expectativa de R$ 8,9 bilhões dos analistas consultados. O retorno sobre patrimônio (ROAE, na sigla em inglês) foi de 27,6% no trimestre, em comparação com 23% um ano antes.

Na visão de analistas do Citi liderados por Gustavo Schroden, o banco liderado por André Esteves e Roberto Sallouti apresentou um trimestre “muito sólido, evidenciando avanços tanto em ‍rentabilidade quanto em iniciativas estratégicas”.

 

Receitas

A equipe do UBS BB liderada por Thiago Batista também ressaltou que o BTG Pactual apresentou mais um resultado sólido, e lembrou que no segundo e no terceiro trimestre do ano passado havia superado as expectativas do mercado.

A receita da área de banco de investimento cresceu 36% ‌ano a ano, a R$ 692 milhões, enquanto sales & trading teve expansão de 30%, ‌a R$2 bilhões. A área de crédito corporativo e negócio bancário registrou um aumento de 22% nas receitas, para R$ 2,2 bilhões, enquanto a carteira de crédito do banco alcançou R$ 262,3 bilhões, de R$ 221,6 bilhões um ano antes.

A asset management teve receita recorde de R$ 860 milhões, alta de 30,1% ano a ano, com os ativos sob gestão e administração (AuM/AuA) alcançando R$1,248 trilhão — alta de 25,8% ano a ano e de 8,4% no trimestre. A captação líquida no último trimestre do ano passado somou R$ 61,8 bilhões.

 

Expansão

Em wealth management & personal banking, as receitas totalizaram R$1,37 bilhão, crescimento de 42,1% ano a ano, com expansão de 36,9% nos ativos de clientes de alta renda sob gestão da área, para R$ 1,2 trilhão. As despesas operacionais do BTG aumentaram 26% na comparação anual, para R$ 3,6 bilhões nos últimos três meses de 2025, mas o índice de eficiência ajustado recuou a 36%, de 39% um ano antes.

O risco de mercado (value-at-risk) médio diário total do BTG aumentou para 0,38%, de 0,30% no terceiro trimestre, “refletindo alocação eficiente de capital entre mercados e produtos, permanecendo, contudo, em níveis confortáveis”.

O BTG encerrou o quarto trimestre com índice de Basileia de 15,5%, de 15,7% um ano antes, enquanto o índice de capital principal nível 1 ficou em ‌11,3%, de 11,8% um ano antes.

Para a equipe do Citi, o BTG está posicionado para se beneficiar de “um ambiente potencialmente mais favorável para os mercados de capitais na América Latina a partir de 2026”. Executivos do banco comentaram os números em teleconferência realizada nesta manhã.

 

Ofertas

O desempenho do IB do BTG Pactual aconteceu a despeito, portanto, de uma atividade de Equity Capital Markets (ECM) que mostrou recuperação e crescimento perto de 100% em volume de operações encerradas em 2025 versus 2024, mas que segue muito abaixo do desempenho histórico recente antes do período prolongado de escassez de ofertas de ações no ambiente de juros mais elevados.

Em outra métrica relevante, o banco chegou ao fim de 2025 com R$ 2,482 trilhões em ativos sob gestão Assets under Management e Wealth under Management (AuM e WuM), depois de captações líquidas (Net New Money) de R$ 354 bilhões no ano passado e de R$ 108 bilhões no quarto trimestre.

Com valorização da ordem de 90% nas units negociadas na B3, em patamar próximo ao seu all-time high, o banco tinha valor de mercado de R$ 345 bilhões neste começo da semana, antes da abertura da negociação à vista.

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