Warsh é um ex-funcionário do FED que alinhou sua crítica à inflação com as opiniões do governo, que busca cortes agressivos nas taxas de juros.
Por Redação, com ANSA – de Washington
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou Kevin Warsh como o próximo presidente do Federal Reserve (FED). A informação foi publicada nesta sexta-feira no Truth.

– Conheço Kevin há muito tempo e não tenho dúvidas de que ele será lembrado como um dos grandes presidentes do FED – escreveu Trump em seu perfil na rede social, destacando ainda que “ele é perfeito para o papel e nunca decepciona”.
Warsh é um ex-funcionário do FED que alinhou sua crítica à inflação com as opiniões do governo, que busca cortes agressivos nas taxas de juros.
Trump afirmou que anunciaria sua escolha após a instituição, atualmente sob comando de Jerome Powell, manter sua taxa básica de juros estável esta semana.
Chefe de Estado
O chefe de Estado norte-americano, que voltou a chamar Powell de “idiota”, tem conferido inúmeros ataques pessoais ao atual presidente, alimentando temores generalizados entre os investidores de que a independência da política monetária do FED esteja ameaçada através de um potencial risco de inflação para a maior economia do mundo.
Segundo relatos da mídia americana, Warsh superou outros três concorrentes para o cargo: o governador do FED, Christopher Waller; Rick Rieder, da gigante de investimentos BlackRock; e o principal conselheiro econômico de Trump, Kevin Hassett.
Governador do FED entre 2006 e 2011, Warsh trabalhou anteriormente como banqueiro de fusões e aquisições no Morgan Stanley.
Ele também integrou o governo do ex-presidente George Bush, atuando como conselheiro de política econômica da Casa Branca de 2002 a 2006, antes de ser indicado para o Conselho de Governadores do FED.
Durante seu primeiro mandato, Trump considerou Warsh para a presidência da instituição, mas acabou optando por Powell.
No último dia 12, o atual chefe do FED comunicou que o Departamento de Justiça do país abriu uma investigação a respeito de um depoimento seu no Senado em junho, o qual tratava de um grande projeto de reforma dos prédios do banco central norte-americano.
Mas para ele, a medida faz parte da campanha de pressão de Trump sobre as decisões de política monetária da instituição.