Para o deputado, cabe a Lula continuar explorando o próprio carisma, enquanto aliados mais jovens se encarregam de traduzir sua comunicação para o ambiente digital.
Da Redação – de São Paulo
O deputado André Janones (Rede-MG), recuperado de uma arritmia cardíaca, afirmou nesta terça-feira que não tem nada a ensinar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre comunicação e que o petista não precisa aprender a usar as redes sociais.

— O Lula é o maior comunicador da história desse país — elogiou, ao deixar o hospital em São Paulo, onde foi internado na madrugada de segunda-feira, após acompanhar o debate do petista contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), ou filho ’01’ como também é conhecido.
Para o deputado, cabe a Lula continuar explorando o próprio carisma, enquanto aliados mais jovens se encarregam de traduzir sua comunicação para o ambiente digital.
— O Lula simplesmente precisa de a gente fazer o trabalho nas redes sociais enquanto ele brilha — adiantou, comparando o presidente ao argentino Lionel Messi, que, mesmo genial, precisaria de jogadores mais jovens para correr por ele.
Mensagens
Janones é o criador do canal Exército do Lula, que reúne mais de 5,6 milhões de apoiadores no WhatsApp e se tornou uma das principais ferramentas de mobilização digital da campanha pela reeleição. O deputado orienta os integrantes do grupo sobre como atuar nas redes, com ações coordenadas de engajamento e disseminação de mensagens favoráveis ao presidente.
Para Janones, Lula teve um dos melhores desempenhos de sua trajetória no debate contra Flávio. O parlamentar destaca a capacidade do presidente de produzir cortes que viralizam, recorrer ao humor e explorar o próprio carisma. Como exemplo, citou o momento em que, após o adversário tentar encurralá-lo perguntando por que a maioria dos presidiários aptos a votar o escolheu nas urnas, o presidente afirmou querer o voto até do pai dele, Jair Bolsonaro (PL). A fala virou meme e ganhou traduções em vários idiomas.
Reações
O deputado diz que sua estratégia para os últimos dias da campanha não contém um roteiro fixo.
— De fato não existe nenhuma estratégia, porque eleição é momento, é sentimento — afirmou, após afirmar que a esquerda conseguiu superar a direita nas plataformas digitais e que a mudança pode se refletir nas urnas.