Rio de Janeiro, 30 de Junho de 2026

Itália rebate OMS e nega cinco mortes por calor em 24 horas

O diretor regional da OMS na Europa, Hans Henri Kluge, informou que as altas temperaturas "mataram cinco pessoas na Itália em apenas 24 horas".

Terça, 30 de Junho de 2026 às 13:33, por: CdB

O diretor regional da OMS na Europa, Hans Henri Kluge, informou que as altas temperaturas “mataram cinco pessoas na Itália em apenas 24 horas”.

Por Redação, com ANSA – de Roma

O Ministério da Saúde da Itália negou nesta terça-feira uma declaração do escritório europeu da Organização Mundial de Saúde (OMS) que afirmava ter havido cinco mortes no país em apenas 24 horas devido à forte onda de calor que se abate pelo continente.

Governo italiano não confirmou que calor matou cinco pessoas no país em 24 horas

– Para nós, no momento, não há registros destes óbitos – afirmou à agência italiana de notícias ANSA Maria Rosaria Campitiello, chefe do Departamento de Prevenção da pasta.

Segundo ela, o governo italiano atua “com base em dados reais, enquanto a OMS se baseia em projeções estatísticas”.

– Como afirmei diversas vezes, nossos dados são baseados em números reais fornecidos pelos municípios e, até o momento, não registramos picos que mereçam esse destaque – pontuou Campitiello.

Mais cedo, o diretor regional da OMS na Europa, Hans Henri Kluge, informou que as altas temperaturas “mataram cinco pessoas na Itália em apenas 24 horas”. Ele também citou exemplos da crise climática em outros países do continente, como na Espanha, segundo o qual, “o calor pode ter matado mais de 300 cidadãos em poucos dias”. 

Onda de calor

A intensa onda de calor que atinge a Itália tem afetado o setor cultural do país, levando algumas das principais atrações turísticas a suspender a venda de ingressos e restringir o acesso do público.

Em Florença, as Gallerie degli Uffizi, o maior museu renascentista do mundo, prorrogaram a suspensão da venda de ingressos. Já em Verona, áreas da famosa Casa de Julieta foram temporariamente fechadas ao público em razão das altas temperaturas.

A direção do museu florentino informou que a medida foi adotada após falhas no sistema de ar-condicionado agravadas pelo calor extremo, que provocaram longas filas e exigiram o controle da entrada de visitantes.

Segundo as Gallerie degli Uffizi, apenas pessoas com reservas podem acessar a atração, e a capacidade máxima foi reduzida para 50%.

Apesar das restrições, os responsáveis pela instituição relataram uma melhora nas condições climáticas internas durante a manhã, resultado de intervenções iniciais no sistema de refrigeração e da diminuição do fluxo de visitantes.

Por isso, foi anunciada a reabertura da bilheteria para vendas presenciais, graças à estabilização das temperaturas nas galerias. A limitação do número de visitantes, no entanto, continuará em vigor durante os dias de maior calor previstos para o fim de semana.

O sindicato Uil FP Toscana informou ter sido comunicado pela direção do museu sobre a chegada de ventiladores e de uma nova unidade de refrigeração.

A instituição afirmou que vinha cobrando medidas urgentes para garantir condições adequadas de trabalho e segurança para funcionários e visitantes.

Em nota, o sindicato destacou que os problemas ambientais observados nas galerias de escultura e pintura foram causados tanto pela sequência de dias de calor intenso quanto por falhas nos sistemas de climatização. A organização alertou que poderá adotar novas medidas caso as soluções prometidas não sejam implementadas dentro do prazo anunciado.

Já em Verona, a prefeitura determinou o fechamento do terceiro e do quarto andares da Casa de Julieta. A decisão foi tomada para proteger turistas e trabalhadores diante das temperaturas elevadas registradas nos espaços mais altos do edifício.

De acordo com a administração municipal, os andares afetados podem registrar temperaturas superiores a 35°C devido à combinação de exposição solar, circulação limitada de ar e grande fluxo de visitantes. Os níveis inferiores permanecerão abertos, já que o sistema de climatização existente é considerado suficiente para manter condições adequadas.

A secretária de Cultura de Verona, Marta Ugolini, informou que não foram identificados problemas semelhantes em outros equipamentos culturais da cidade, como o Castelvecchio e o Museu de História Natural.

Para minimizar os efeitos do calor, Verona também reforçou a orientação aos turistas para que adquiram ingressos online antes de chegar à Arena da cidade, reduzindo o tempo de espera sob o sol.

Além disso, a prefeitura ampliou a divulgação dos chamados “oásis climáticos”, uma rede com mais de 100 espaços públicos climatizados ou sombreados, incluindo bibliotecas, centros comunitários, museus, parques e jardins equipados com bebedouros e áreas de descanso. 

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