Rio de Janeiro, 22 de Abril de 2026

Irã só aceita negociar após suspensão de cerco marítimo

Em resposta ao bloqueio naval no Golfo Pérsico, o Irã só aceitará negociar após a suspensão do cerco. A Guarda Revolucionária ameaça 'golpes devastadores' se os combates recomeçarem.

Quarta, 22 de Abril de 2026 às 10:19, por: CdB

A Guarda Revolucionária iraniana avisou que infligirá “golpes devastadores” se os combates forem retomados.

Por Redação, com RTP – de Teerã

A Embaixador do Irã nos Estados Unidos (EUA) disse que o país só volta à mesa de negociações quando for suspenso o bloqueio naval no Golfo Pérsico, a primeira reação ao prolongamento do cessar-fogo anunciado pelo presidente Donald Trump.

Irã só aceita negociar após suspensão de cerco marítimo | Segunda rodada de negociações continua em risco
Segunda rodada de negociações continua em risco

A Guarda Revolucionária iraniana avisou que infligirá “golpes devastadores” se os combates forem retomados.

A segunda rodada de negociações continua em risco. A União Europeia apresenta nesta quarta-feira um conjunto de medidas para responder à eventual crise energética.

Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, em mensagem na sua rede social, que a República Islâmica iraniana está “entrando em colapso financeiro” devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz.

– O Irã está entrando em colapso financeiro! Querem o Estreito de Ormuz aberto imediatamente, estão desesperados por dinheiro! Eles estão perdendo US$ 500 milhões por dia. SOS!!! – escreveu o líder norte-americano.

Navios atingidos

Pelo menos três navios porta-contêineres foram atingidos por disparos em Ormuz nesta quarta-feira, disseram fontes de segurança marítima e a Organização de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO)

O Irã impôs restrições à navegação no Estreito, primeiro em retaliação ao bombardeio conjunto dos EUA e de Israel contra o país e, mais tarde, em resposta ao bloqueio norte-americano aos portos iranianos.

Um navio porta-contêineres, com bandeira da Libéria, sofreu danos na ponte de comando após ter sido atingido por disparos e granadas lançados por foguete a nordeste de Omã.

A UKMTO informou que o comandante da embarcação relatou ter sido abordado por uma lancha da Guarda Revolucionária Islâmica. A embarcação, segundo a UKMTO, foi alvejada em seguida. Os tripulantes não foram atingidos e não houve incêndio nem impacto ambiental.

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