Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Irã diz ter atacado base dos EUA na Jordânia

A Guarda Revolucionária do Irã bombardeou a base dos EUA de Al-Azraq, na Jordânia, além de navios no Golfo Pérsico, em retaliação a ataques contra seus petroleiros.

Quarta, 09 de Setembro de 2026 às 14:44, por: CdB

A Guarda Revolucionária do Irã bombardeou a base dos EUA de Al-Azraq, na Jordânia, além de navios no Golfo Pérsico, em retaliação a ataques contra seus petroleiros.

Por Redação, com ANSA – de Teerã

A Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) revelou nesta quarta-feira que bombardeou uma base militar dos Estados Unidos na Jordânia.

Operação de Teerã teve como alvos hangares de reparo e manutenção

De acordo com as forças de Teerã, citadas pela agência de notícias iraniana Mehr, a ofensiva também atingiu duas embarcações americanas e oito petroleiros no Golfo Pérsico.

Segundo a IRGC, a ação foi uma retaliação a um ataque dos Estados Unidos contra cinco petroleiros iranianos.

No ataque à base americana de Al-Azraq, as forças iranianas utilizaram mísseis balísticos de propelente sólido e líquido. A operação teve como alvos hangares de reparo e manutenção, áreas de concentração de tropas e setores destinados ao posicionamento de aeronaves de combate F-35, F-16 e F-15, além de hangares de caças.

Mísseis

As autoridades jordanianas, por sua vez, afirmaram ter abatido 18 dos 20 mísseis iranianos lançados contra o país. Os outros dois caíram em áreas desabitadas, segundo um porta-voz das Forças Armadas.

O Egito condenou os ataques com mísseis iranianos contra a Jordânia “nos termos mais veementes” e reiterou sua “total solidariedade” ao país, além de manifestar “apoio diante de qualquer ameaça à sua segurança, estabilidade, soberania e integridade territorial”.

O Ministério das Relações Exteriores do Cairo também “reiterou sua rejeição categórica a qualquer escalada suscetível de ampliar o conflito e ameaçar a segurança e a estabilidade da região”. A pasta enfatizou a necessidade de uma cessação imediata dos ataques, do exercício de moderação e da priorização dos canais diplomáticos para evitar uma escalada ainda maior e o aumento da instabilidade na região.

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