Apesar da previsão de chuvas acima da média, é comum também haver eventos de estiagem, com períodos prolongados sem chuva e temperaturas mais elevadas. Por isso, devem ser observados dias com grande amplitude térmica.
Por Redação – de São Paulo
Aas temperaturas superficiais no oceano Pacífico equatorial têm aumentado exponencialmente, ao longo dos últimos dias, o que aponta para formação do fenômeno El Niño, causa de chuvas e temperaturas acima da média no inverno que chega neste domingo. Em São Paulo, a estação deve ter média de chuva esperada de 130,5 mm, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da prefeitura.

Apesar da previsão de chuvas acima da média, é comum também haver eventos de estiagem, com períodos prolongados sem chuva e temperaturas mais elevadas. Por isso, devem ser observados dias com grande amplitude térmica.
— Não deve ser um inverno rigoroso. Tem a condição do El Niño agora, então devemos ter algumas ondas de frio intenso, mas não prolongado. A intensidade maior do El Niño deve vir para mais em novembro, início da primavera. Mas a maior parte dos modelos numéricos segue indicando as temperaturas e chuvas acima da média. Não quer dizer que vai ser chuvoso, justamente porque é a parte seca do ano — adiantou Michael Pantera, meteorologista do CGE.
Ar seco
O inverno começa às 5h24 deste domingo (horário de Brasília) e termina no dia 22 de setembro. No país, os maiores volumes de precipitação devem se concentrar sobre o noroeste da região Norte, leste da região Nordeste e parte da região Sul, de acordo com relatório do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Nesta época do ano, segundo os meteorologistas, a diminuição das chuvas em grande parte do território nacional está associada à persistência de massas de ar seco, que reduzem a umidade relativa do ar e dificultam a ocorrência de precipitação.
“Essas condições favorecem a ocorrência e a propagação de queimadas e incêndios florestais, além de contribuírem para o agravamento de doenças respiratórias e outros impactos à saúde da população”, resume o relatório do Inmet.