Rio de Janeiro, 17 de Agosto de 2026

Incêndios forçam evacuações na Bélgica e Alemanha

Bélgica combate o maior incêndio florestal de sua história e autoridades alemãs ordenam retirada de moradores em cidade fronteiriça.

Segunda, 17 de Agosto de 2026 às 10:54, por: CdB

Bélgica combate o maior incêndio florestal de sua história e autoridades alemãs ordenam retirada de moradores em cidade fronteiriça.

Por Redação, com DW – de Berlim, Bruxelas

A Bélgica está combatendo o maior incêndio florestal de sua história, que já consumiu cerca de 27 quilômetros quadrados na reserva natural de High Fens, na região leste do país.

Incêndio é descrito pelas autoridades como o maior da história moderna da Bélgica

O incêndio chegou a ficar a 300 metros da fronteira alemã, levando as autoridades a ordenar retiradas preventivas de moradores na cidade alemã de Monschau.

No sábado, a União Europeia mobilizou três helicópteros e dois aviões-tanque, enquanto a Bélgica enviou bombeiros adicionais numa tentativa de controlar o incêndio de grandes proporções.

As autoridades ordenaram a retirada de cerca de 600 moradores em partes de Waimes, Sourbrodt e Buetgenbach, devido à mudança na direção do vento e à forte fumaça, o que aumentou a preocupação de que o fogo pudesse atingir as residências. Os turistas também foram aconselhados a deixar a área.

– Não se consegue ver mais nada, há fumaça por toda parte – disse David Rodolfs, dono de um restaurante em Waimes, à agência francesa de notícias Agence France-Presse (AFP).

Um ginásio em um município vizinho foi aberto para oferecer abrigo.

Esforços

O incêndio, que começou na sexta-feira, espalhou-se rapidamente por turfeiras e pinhais. O ministro do Interior belga, Bernard Quintin, disse que ficou “chocado” com a velocidade do fogo e a extensão da destruição.

– Existe o risco de o fogo atingir as casas, mas estamos mobilizando todos os recursos disponíveis para protegê-las – disse Nicolas Yernaux, porta-voz das autoridades regionais da Valônia.

O terreno acidentado tem dificultado os esforços de combate aos incêndios, com as operações dependendo fortemente de recursos aéreos e forçando os bombeiros a deixar áreas de difícil acesso queimarem, de acordo com Yernaux.

Entretanto, a Bélgica acionou o mecanismo de proteção civil da UE, trazendo três helicópteros e dois aviões de combate a incêndios florestais da República Tcheca, Suécia e Países Baixos.

Bombeiros da Alemanha e de Luxemburgo também se juntaram às operações, enquanto agricultores ajudaram as equipes de emergência molhando a área afetada.

Alemanha

As autoridades da cidade alemã de Monschau, na região de Eifel, localizada a apenas 2 quilômetros da fronteira, ordenaram a evacuação de cerca de 30 moradores de 17 casas como medida de precaução no final da noite de domingo.

No entanto, no início desta segunda-feira, foi anunciado que o incêndio já não avançava em direção à fronteira alemã, enquanto os trabalhos dos bombeiros eram auxiliados por uma chuva fraca, ventos mais fracos e elevada humidade.

Monschau, uma importante atração turística na região de Eifel, tem cerca de 12 mil habitantes. É particularmente conhecida por seu pitoresco centro histórico, com suas casas em estilo enxaimel.

A cidade está localizada a apenas 23 quilômetros do local de outro grande incêndio na região de Eifel, na Alemanha, que forçou cerca de 2 mil pessoas a deixarem suas casas na sexta-feira.

Mudanças

A Bélgica passa por mais uma onda de calor extremo, com temperaturas atingindo 37 graus Celsius em algumas partes do país.

Cientistas afirmam que as mudanças climáticas causadas pelo homem estão aumentando a probabilidade de condições quentes e secas que permitem que os incêndios florestais se espalhem mais rapidamente e queimem por mais tempo.

A comissária europeia Hadja Lahbib classificou o incêndio como o mais recente sinal da “convulsão climática” que afeta o continente. “Nunca antes a temporada de incêndios florestais começou tão cedo no ano e atingiu latitudes tão ao norte”, disse ela.

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