“Fazíamos tudo juntos”, inclusive colaborar em diversas capas de álbuns, disse Goude, que teve sua obra incluída na lista das 25 fotos mais relevantes da Humanidade.
Por Redação, com The Guardian – de Londres
O designer gráfico, ilustrador e fotógrafo francês Jean-Paul Goude conheceu a cantora jamaicana Grace Jones em meados e no final da década de 1970, quando ela se apresentava em um bar gay de Nova York. Logo, eles se tornaram um casal e “ela se tornou uma obsessão”, disse ele à revista ‘Women’s Wear Daily’ ,em 2009.

“Fazíamos tudo juntos”, inclusive colaborar em diversas capas de álbuns, disse Goude, que teve sua obra incluída na lista das 25 fotos mais relevantes da Humanidade, segundo ranking do diário britânico ‘The Guardian’. Para o quinto disco de Jones, ‘Nightclubbing’ (1981), Goude retratou a artista com um corte de cabelo militar, vestindo um smoking Armani de ombros quadrados e com a pele pintada com um pigmento azul escuro.
Meio século
Ao criar a imagem, Goude disse ao ‘The Guardian’ em 2018 que “queria focar na masculinidade de Grace — usar o que outras pessoas consideravam um constrangimento e transformá-lo em algo positivo para ela”. Quase meio século depois, a foto resultante não perdeu nada de sua força e continua a influenciar estilistas como Anthony Vaccarello, que em 2016 homenageou o visual de Jones em sua coleção de estreia para a Saint Laurent.
— Ainda acho que foi o melhor papel que Grace já interpretou. E uma das melhores coisas que eu já fiz — resumiu Goude, hoje com 85 anos.