“Nos despedimos do meu amado marido, amigo querido e um dos maiores atores do nosso tempo. Bob morreu em casa, de forma tranquila, cercado de amor e carinho”, escreveu Luciana, viúva do ator, em uma rede social.
Por Redação, com Reuters – de Fauquier, (VA, EUA)
Uma lenda do cinema, o ator Robert Duvall morreu na noite passada, aos 95 anos, em sua casa, ao lado da família. A notícia foi divulgada nesta segunda-feira por sua mulher, Luciana. A causa da morte não foi revelada.

Vencedor do Oscar por ‘A força do carinho’ (1983), o artista norte-americano era conhecido pelos dois primeiros ‘O poderoso chefão’, entre outros clássicos do cinema mundial. Ao todo, Duvall recebeu sete indicações ao prêmio máximo da Academia de Hollywood.
“Ontem nos despedimos do meu amado marido, amigo querido e um dos maiores atores do nosso tempo. Bob morreu em casa, de forma tranquila, cercado de amor e carinho”, escreveu a diretora e produtora de cinema, em uma rede social.
Carreira
“Para o mundo, ele era um ator vencedor do Oscar, diretor e contador de histórias. Para mim, ele era tudo. Ele amava profundamente o que fazia e também os personagens que interpretava. Gostava de uma boa refeição e de estar com as pessoas, conversando e compartilhando momentos. Em cada papel, Bob se dedicava totalmente aos personagens e à verdade humana que eles representavam. Assim, deixou algo duradouro e inesquecível para todos nós”, acrescentou Luciana.
Ao longo de mais de sete décadas no teatro, TV e no cinema, Duvall estrelou filmes icônicos como ‘A conversação’ (1974), ‘Rede de intrigas’ (1976), ‘Apocalipse now’ (1979) e ‘Um homem fora de série’ (1984), entre outras produções. Sua última indicação ao Oscar aconteceu no drama de tribunal ‘O juiz’ (2015), no qual contracenou com Robert Downey Jr. e Billy Bob Thornton, que o considerava Duvall um mestre.
— Este é um dos caras que eu estudei muito quando era jovem. Ele me ensinou muito. Me ensinou que há uma diferença entre ‘sutil’ e ‘entediante’. Me ensinou que não há esse negócio de ‘exagerado’, desde que seja real. Muitas coisas — resumiu Thornton, a jornalistas.