Rio de Janeiro, 18 de Agosto de 2026

Heliponto da Lagoa tem operações suspensas e uso restrito

O prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que passageiros podem consultar se a empresa escolhida está autorizada a realizar voos panorâmicos.

Terça, 18 de Agosto de 2026 às 14:29, por: CdB

O prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que passageiros podem consultar se a empresa escolhida está autorizada a realizar voos panorâmicos.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

A prefeitura do Rio e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciaram, nesta terça-feira, novas regras para o uso do heliponto da Lagoa, na Zona Sul do Rio. Quatro empresas tiveram voos panorâmicos suspensos e outras cinco foram impedidas de utilizar o local. Entre elas está a Voo Rio Panorâmicos, responsável pelo helicóptero que caiu no dia 8 de agosto e deixou quatro mortos.

Rio restringe uso do heliponto da Lagoa após fiscalização

Anac suspendeu os voos panorâmicos das empresas VRP, Broad Fly, Nobre Turismo e Mr. Top Fly.

Já as empresas proibidas de operar no heliponto são Be Faster Serviços Aéreos, Bal Harbour (Ból Há Bar) Holding Patrimonial Limitada, Nobre Turismo Aéreo Limitada, Infinity Serviços Aéreos Limitada e Voo Rio Panorâmicos e Serviços Aeronáuticos. Segundo a prefeitura, elas não tinham autorização para realizar voos panorâmicos a partir do local.

Fiscalização

O diretor-presidente da Anac, Tiago Chagas Faierstein, afirmou que vai ampliar a fiscalização sobre empresas de táxi aéreo e também sobre oficinas responsáveis pela manutenção das aeronaves, para garantir maior segurança.

Segundo o diretor da agência, das nove empresas fiscalizadas até o momento, quatro foram suspensas. Entre as 18 aeronaves verificadas, nove também tiveram a operação suspensa.

O prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que passageiros podem consultar se a empresa escolhida está autorizada a realizar voos panorâmicos.

“Além das empresas autorizadas, a gente tem empresas que não estão autorizadas tentando fazer voos ilegais a partir de algum hangar ou algum heliponto que não têm autorização para usar. Doze não são 200, não são 500 empresas”, disse.

Vista Chinesa

A decisão ocorre dez dias após a queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista. O acidente aconteceu em 8 de agosto, durante um voo panorâmico, e matou quatro pessoas.

Em junho, seis pessoas não resistiram a uma colisão entre dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes. À época dos fatos, Agenda do Poder produziu uma reportagem especial na região, no qual ouviu moradores sobre a preocupação do aumento da circulação de aeronaves sobre áreas cada vez mais ocupadas da Zona Sudoeste. 

Segundo a Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), com dados do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), a movimentação de helicópteros no estado cresceu 18% em apenas dois anos. Foram 182 mil operações em 2023, entre pousos e decolagens, contra 215 mil em 2025.

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