Caso a prova ocorra em 2030, Hamilton terá 45 anos, a mesma idade do espanhol Fernando Alonso, bicampeão mundial de F1, e que confirmou presença na categoria por pelo menos mais uma temporada.
Por Redação, com ANSA – de Londres
Heptacampeão mundial de Fórmula 1, o piloto Lewis Hamilton, da Ferrari, disse que deseja continuar na categoria para participar do Grande Prêmio da África, previsto para acontecer em Ruanda no início da década de 2030.

– Agora sou obrigado a ficar muito mais tempo porque teremos uma corrida na África, e esse sempre foi meu sonho. Então, tenho que continuar lutando para tentar me manter em forma, se possível – declarou o britânico.
Caso a prova ocorra em 2030, Hamilton terá 45 anos, a mesma idade do espanhol Fernando Alonso, bicampeão mundial de F1, e que confirmou presença na categoria por pelo menos mais uma temporada.
O experiente Hamilton, cujo contrato com a equipe de Maranello termina no final do próximo ano, avaliou que, “se ainda conseguir apresentar bons resultados no ano que vem”, poderá continuar correndo pela escuderia italiana.
O acordo entre a F1 e Ruanda, com duração prevista de dez anos, marca o retorno da categoria ao continente africano, ausente do calendário desde 1993, quando o francês Alain Prost venceu a última prova disputada no circuito de Kyalami, na África do Sul.
Ruanda
Ruanda construirá um circuito em Bugesera, a cerca de 40 quilômetros ao sul da capital, Kigali, e não muito distante do novo aeroporto internacional. O projeto, contudo, recebeu críticas de ONGs, que acusam a categoria de contribuir para o chamado “sportswashing” por parte das autoridades locais.
A Anistia Internacional, por exemplo, manifestou preocupação com o histórico de violações dos direitos humanos no país africano e com seu suposto envolvimento no conflito na vizinha República Democrática do Congo. Kigali, contudo, nega qualquer participação direta no apoio aos rebeldes do M23.
Hamilton, por sua vez, defendeu que os desafios enfrentados pelo continente não podem ser completamente ignorados e manifestou a esperança de que a corrida possa ajudar a ampliar a conscientização sobre sua história e suas culturas.