Rio de Janeiro, 04 de Abril de 2025

Haiti: mais de 200 pessoas são mortas em massacre, diz ONU

Os assassinatos chocaram a nação caribenha, que tem sido envolvida em um conflito de gangues cada vez pior, agravando escassez de alimentos, enquanto países vizinhos atrasam o envio de segurança, prometida anteriormente.

Terça, 24 de Dezembro de 2024 às 09:29, por: CdB

Os assassinatos chocaram a nação caribenha, que tem sido envolvida em um conflito de gangues cada vez pior, agravando escassez de alimentos, enquanto países vizinhos atrasam o envio de segurança, prometida anteriormente.

Por Redação, com Reutersde Porto Príncipe

Ao menos 207 pessoas foram mortas por membros da gangue Wharf Jeremie no bairro portuário de Cite Soleil, no Haiti, no início deste mês, disse a ONU em um relatório divulgado nesta segunda-feira, revisando para cima um número de mortos inicialmente estimado em 187.

haiti-2.jpg
A maioria das vítimas é de idosos

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos disse que ao menos 134 homens e 73 mulheres, a maioria idosos acusados de bruxaria, foram mortos em menos de uma semana de execuções em massa, sequestros e ataques por cerca de 300 membros da gangue Wharf Jeremie.

O líder da gangue, Monel “Mikano” Felix, ordenou os ataques depois que seu filho ficou doente, acusando moradores locais de causar a doença através do vodu. Muitas das vítimas foram sequestradas de templos vodu e cerimônias religiosas, disse a ONU.

Continue lendo

Assassinatos

Os assassinatos chocaram a nação caribenha, que tem sido envolvida em um conflito de gangues cada vez pior, agravando escassez de alimentos, enquanto países vizinhos atrasam o envio de segurança, prometida anteriormente.

A gangue de Mikano controla uma área pequena, mas estratégica entre portos importantes, armazéns ao redor e rodovias nacionais fora da capital há cerca de 15 anos, segundo a ONU.

Mais de 5,3 mil pessoas foram mortas no Haiti desde janeiro e mais de 12 mil desde o início de 2022, segundo a ONU, enquanto mais de 700 mil foram deslocadas internamente.

Edições digital e impressa
 
 

Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.

Concordo