João Batista Paulino Tavares resgatou o animal após a água avançar sobre o calçadão e a ciclovia.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
Um gari da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) resgatou um cachorro que era levado pela água durante a forte ressaca que atingiu a orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio, na quarta-feira. O momento do resgate foi filmado por pessoas que estavam no local.

Segundo as informações, o gari João Batista Paulino Tavares trabalhava na região quando percebeu que o cachorro estava sendo arrastado pela água. Nas imagens, é possível ver o gari se aproximando do animal para retirá-lo da área atingida pelo mar. Ao conseguir alcançar o cão, ele diz em tom de brincadeira: “Vou levar”.
Após o resgate, o animal teve um final feliz. O tutor apareceu e conseguiu reencontrar o cachorro. O registro ocorreu no Dia Mundial do Cão, celebrado nesta quarta.
Equipes da Comlurb estão mobilizadas na orla carioca desde segunda-feira, após a Marinha do Brasil emitir um aviso de ressaca. Os trabalhos se concentram principalmente em Copacabana e no Leblon, onde os agentes retiram a areia levada pelo mar para o calçadão e outras áreas da orla.
Em Copacabana, a força das ondas chegou a fazer a água avançar sobre o calçadão. No Posto 6, a ressaca também atingiu a região próxima à estátua de Carlos Drummond de Andrade.
Ondas
O aviso de ressaca emitido pela Marinha foi estendido e prevê ondas entre 2,5 e 3 metros de altura na orla do Rio até as 9h desta quinta-feira. Por causa das condições do mar, um trecho da Ciclovia Tim Maia permanece interditado entre a Praia de São Conrado e a passarela metálica do Vidigal.
A recomendação é redobrar a atenção e evitar pedalar pela orla caso as ondas estejam atingindo as ciclovias. Em caso de acidente no mar, a orientação é não tentar realizar o resgate por conta própria e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros, pelo telefone 193.
Macaé
A prefeitura de Macaé intensificou o monitoramento da região da Fronteira, considerada uma das áreas mais afetadas pelo avanço da erosão costeira no município. Na quarta-feira, equipes da Defesa Civil realizaram seis novos atendimentos a famílias que vivem nos pontos considerados mais vulneráveis.
Segundo a prefeitura, a maior parte dos imóveis atingidos pela ocorrência já havia sido interditada anteriormente. As famílias retiradas deixaram as residências e decidiram permanecer temporariamente na casa de parentes.
Os moradores foram orientados a procurar a Secretaria Executiva de Habitação para receber informações sobre as alternativas de assistência disponíveis. A prioridade das equipes municipais é evitar que pessoas permaneçam em locais considerados de risco.
A situação na comunidade é agravada pelas condições do mar. A Marinha do Brasil prorrogou o aviso de ressaca até as 9h desta quinta-feira, com previsão de ondas entre 2,5 e 3 metros.
Durante o período de mar agitado, a recomendação é evitar a proximidade da faixa litorânea, o banho de mar e a prática de esportes na praia. Pescadores e responsáveis por pequenas embarcações também devem suspender a navegação enquanto persistirem as condições adversas.
Mesmo após o encerramento do aviso oficial, as autoridades recomendam atenção às condições marítimas. Em caso de acidente no mar, a orientação é não tentar realizar o resgate por conta própria e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros.
A prefeitura de Macaé informa que acompanha permanentemente a situação da Fronteira por meio de equipes da Defesa Civil, Habitação e Desenvolvimento Social. Atualmente, 270 famílias da região recebem atendimento pelo programa de Aluguel Emergencial, enquanto outras cerca de 30 são beneficiadas pelo Auxílio Emergencial.
O Aluguel Emergencial é destinado a famílias que não podem permanecer em suas casas e não possuem abrigo imediato. Já a Compra Assistida oferece uma alternativa definitiva para moradores de áreas classificadas como de risco.
Nesse programa, o município indeniza o valor do imóvel da família para possibilitar a compra de uma nova residência em uma área considerada segura. Em 2025, foram realizadas 59 aquisições. Em 2026, cerca de 20 imóveis já foram adquiridos.
Além da assistência habitacional, o município realiza vistorias, interdições, remoção de moradores e demolições programadas de imóveis que já foram interditados. As ações são definidas a partir de avaliações técnicas das áreas mais vulneráveis.
Os trabalhos consideram estudos sobre a erosão costeira desenvolvidos em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal Fluminense (UFF).
A erosão é um problema histórico na Fronteira e pode provocar novos danos durante períodos de ressaca, quando a força das ondas aumenta a pressão sobre imóveis e estruturas próximas ao litoral.
Defesa Civil
Em situações de risco estrutural ou emergência, a Defesa Civil de Macaé pode ser acionada pelo telefone 199 ou pelo WhatsApp (22) 99103-4275.
A Secretaria Executiva de Habitação atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na Avenida Lacerda Agostinho, nº 477, Linha Azul, Hotel de Deus, no bairro Virgem Santa. O atendimento também pode ser solicitado pelo telefone e WhatsApp (22) 99104-2403.
A recomendação é que moradores não permaneçam em imóveis interditados e comuniquem imediatamente às autoridades qualquer sinal de risco estrutural ou mudança nas condições de segurança das construções.