Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2024

FI-FGTS prepara chamada pública para financiar projetos

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Domingo, 04 de Agosto de 2019 às 12:37, por: CdB

O documento deverá ser discutido na reunião do Comitê de Investimento do fundo, prevista para ocorrer em 28 de agosto.

Por Redação, com ABr - de Brasília

O Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS) prepara edital de chamada pública para financiar projetos de infraestrutura. O documento deverá ser discutido na reunião do Comitê de Investimento do fundo, prevista para ocorrer em 28 de agosto.
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Documento deverá ser discutido em reunião no fim de agosto
– Na próxima reunião, nós vamos aprovar edital de chamada pública abrindo para quem quiser, no Brasil inteiro, apresentar os seus projetos de infraestrutura – disse Carlos Eduardo Abijaodi, presidente do comitê, após reunião ocorrida na última quarta-feira, em Brasília, na sede da Caixa Econômica Federal, gestora do fundo. Segundo ele, não está definido o volume que poderá ser investido. O Conselho Curador do FGTS autorizou até R$ 7 bilhões para o Fundo de Investimento. Abijaodi descartou que o edital preveja o teto desse volume. “A gente não começa com R$ 7 bi. A gente vê exatamente o que há necessidade”, assinalou.

Lei nº 11.491/2007

Conforme a Lei nº 11.491/2007, os recursos do FI são destinados “a investimentos em empreendimentos dos setores de aeroportos, energia, rodovia, ferrovia, hidrovia, porto e saneamento”. Algumas dessas áreas constam nos projetos de concessão do governo federal no Ministério da Infraestrutura e no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). – Nós esperamos com isso contemplar novas concessões que vão sair da parte do governo e projetos novos. Não precisa ser apenas concessões e privatizações, podem ser projetos particulares – ressaltou Abijaodi.

Alupar

Em sua última reunião, o Comitê de Investimento do FI-FGTS não conseguiu aprovar a proposta de desinvestimento na holding Alupar, que controla empresas de capital nacional e privado, que atua na área de geração e transmissão de energia no Brasil, na Colômbia e no Peru. O comitê é formado por 12 membros, entre indicações do governo (6), dos empresários (3) e dos trabalhadores (3). O desinvestimento tem que ser aprovado por três quartos dos participantes (9 membros). Os seis representantes do governo votaram a favor; dois representantes dos empresários, também. No entanto, um representante dos empresários faltou à votação e os três representantes dos trabalhadores votaram contra – placar final de 8x3. Abijaodi não descarta a possibilidade do desinvestimento na Alupar voltar à pauta do comitê neste semestre. Há, no entanto, outros projetos que aguardam agenda. “O problema é que nós estamos em situação de maturidade em muitos projetos que a gente pode pensar em um programa mais avançado de alguns desinvestimentos em longo período”. O desinvestimento recalibra o FI-FGTS e pode viabilizar novos financiamentos. No caso da Alupar, a estimativa é de que R$ 800 milhões voltem ao fundo (ganho de 200% do valor inicial emprestado em 2009) e possam financiar novos projetos. “Agora a gente está mais interessado em retomar alguns projetos que a gente pode financiar”.
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