O secretário de Defesa do governo, Pete Hegseth, defendia que o fuzilamento fosse exibido ao vivo.
Por Redação, com CartaCapital – de Washington
A execução por fuzilamento do autor do ataque a uma base militar norte-americana que deixou 13 mortos não será transmitida ao vivo, anunciou nesta quinta-feira o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

– Ele morrerá, como está previsto, por pelotão de fuzilamento, mas esse evento não será transmitido – disse Trump em uma publicação em sua plataforma Truth Social, ao descartar um plano do secretário de Defesa, Pete Hegseth, que provocou indignação.
– A execução poderá ser presenciada pessoalmente pelos familiares diretos das vítimas, se assim o desejarem – acrescentou Trump.
Cancelamento
A decisão de transmitir ao vivo a execução de Nidal Hasan foi amplamente rejeitada dentro e fora do país e provocou indignação entre políticos democratas e republicanos dos Estados Unidos, a Igreja Católica, grupos de direitos humanos e as Nações Unidas.
O cancelamento representa um revés para Hegseth, que já enfrenta críticas pela guerra prolongada e sem avanços com o Irã e por suas consequências, que prejudicam as chances do Partido Republicano nas próximas eleições legislativas de meio de mandato, em 3 de novembro.
O presidente norte-americano indicou que, pessoalmente, não se opunha ao plano de transmitir a execução e afirmou que “poderia ter sido um forte elemento de dissuasão para que o mundo visse como os Estados Unidos tratam terroristas e ESCÓRIA como Hasan”.
No entanto, “muitas pessoas muito boas e bem-intencionadas prefeririam não vê-lo morrer”, disse Trump.
A execução de Hasan, marcada para 3 de dezembro em Fort Hood, no Texas, onde ele matou 13 pessoas em 2009, será a primeira realizada por um pelotão de fuzilamento militar dos EUA desde 1945.