Rio de Janeiro, 09 de Março de 2026

Contrato com Banco Master focou em compliance, diz mulher de Moraes

Entenda o contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do STF, e as implicações de sua liquidação extrajudicial.

Segunda, 09 de Março de 2026 às 13:34, por: CdB

O banco entrou em processo de liquidação extrajudicial em 2025 devido a uma “grave crise de liquidez” e a “graves violações às normas”.

Por Redação, com Antagonista – de Brasília

Meses após a divulgação de um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, comandado por Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, divulgou uma nota para detalhar os serviços prestados.

Contrato com Banco Master focou em compliance, diz mulher de Moraes | Mulher de Moraes diz que contrato com Banco Master abordou código de ética
Mulher de Moraes diz que contrato com Banco Master abordou código de ética

O escritório admitiu que “foi contratado, no período entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, pelo cliente Banco Master, para o qual realizou ampla consultoria e atuação jurídica, por meio de uma equipe composta por 15 advogados“.

Os serviços foram prestados, segundo o escritório, no âmbito da “elaboração e apresentação de processos para certificação de ética e governança”. Entre eles está a “estruturação do departamento de compliance”, que a Fundação Instituto de Administração (FIA) define assim:

“Conjunto de práticas, normas e procedimentos éticos adotados por empresas para garantir que suas atividades estejam em total conformidade com leis, regulamentos internos e externos.”

“Graves violações”

O Banco Master entrou em processo de liquidação extrajudicial em novembro de 2025 devido a uma “grave crise de liquidez do Conglomerado Master e pelo comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira, bem como por graves violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes do SFN“, na descrição do Banco Central.

Além disso, Daniel Vorcaro, o dono do Master, está preso preventivamente desde a semana passada, mas já usava tornozeleira eletrônica desde o fim de 2025, sob suspeita de ter cometido crimes contra o sistema financeiro nacional.

Desde que o contrato entre Barci de Moraes e Master ficou conhecido, paira uma nuvem de desconfiança sobre as intenções de Daniel Vorcaro, dono do banco, ao contratar o escritório da mulher de um ministro do STF.

Por quê?

Caso ele tenha contratado os serviços do escritório com preocupações sobre ética e governança, não parece ter motivos para apreciar a execução do trabalho, ainda mais por tanto dinheiro.

A outra alternativa é bem pior: a investigação sugere que, quando estava para se preso pela primeira vez, o banqueiro buscou um ministro do STF, e não a advogada que tinha contratado.

A nota divulgada nesta segunda-feira, não explica nada do que precisa de explicação e ainda reforça a pergunta fundamental: por que Vorcaro contratou logo a mulher de Moraes?

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