Rio de Janeiro, 13 de Agosto de 2026

Astrônomos identificam possível híbrido de estrela e buraco negro

A hipótese dos pesquisadores é que esse corpo celeste seja uma enorme estrela composta exclusivamente por hidrogênio, típica das primeiras fases do universo.

Quinta, 13 de Agosto de 2026 às 13:44, por: CdB

A hipótese dos pesquisadores é que esse corpo celeste seja uma enorme estrela composta exclusivamente por hidrogênio, típica das primeiras fases do universo.

Por Redação, com ANSA – de Bolonha, na Itália

Um novo objeto astrofísico, batizado de “estrela-buraco negro”, foi descoberto no universo primitivo por uma equipe internacional liderada por Rohan Naidu, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), com a participação do italiano Sirio Belli, da Universidade de Bolonha.

Representanção artística de ‘estrela-buraco negro ‘

A novidade, publicada na revista Nature, pode ajudar a desvendar a natureza dos misteriosos pontos vermelhos captados pelo telescópio espacial James Webb nas regiões mais distantes do cosmos.

O objeto, identificado a partir de imagens do Webb, apresenta características híbridas: sua massa é cerca de 100 mil vezes maior que a do Sol, mas ele emite uma quantidade anômala de energia, semelhante à gerada por buracos negros supermassivos.

– Achamos que existe um buraco negro central que é 100 mil vezes mais massivo do que o Sol e que, em volta deste buraco negro, existe uma extensa nuvem de gás que parece uma estrela do tamanho do Sistema Solar – afirmou Naidu em um comunicado do MIT.

A hipótese dos pesquisadores é que esse corpo celeste seja uma enorme estrela composta exclusivamente por hidrogênio, típica das primeiras fases do universo, algumas centenas de milhões de anos depois do Big Bang, e que não existe mais atualmente.

A descoberta

Se confirmada, a descoberta pode ter implicações profundas para a astrofísica, ajudando a explicar a origem de outros grandes enigmas cósmicos, como os quasares (núcleos de galáxias superenergéticos) e os próprios buracos negros supermassivos, cuja formação ainda é pouco compreendida.

O estudo sugere que os pontos vermelhos observados pelo Webb podem ser objetos semelhantes a esse monstro cósmico, abrindo novas perspectivas para entender a evolução do universo primordial.

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