Rio de Janeiro, 07 de Agosto de 2026

Arábia Saudita, Paquistão e Turquia firmam pacto de defesa

O pacto foi firmado pelo príncipe herdeiro de Riad, Mohammed bin Salman, pelo premiê paquistanês, Shehbaz Sharif, e pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Sexta, 07 de Agosto de 2026 às 14:34, por: CdB

O pacto foi firmado pelo príncipe herdeiro de Riad, Mohammed bin Salman, pelo premiê paquistanês, Shehbaz Sharif, e pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Por Redação, com ANSA – de Jidá

AArábia Saudita, o Paquistão e a Turquia assinaram nesta sexta-feira, em Jidá, um acordo de defesa mútua, na esteira da deterioração da situação no Oriente Médio devido à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan

O pacto foi firmado pelo príncipe herdeiro de Riad, Mohammed bin Salman, pelo premiê paquistanês, Shehbaz Sharif, e pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Em comunicado divulgado no X, o Ministério das Relações Exteriores de Islamabad disse que o Acordo de Defesa Conjunta de Meca, nome oficial do pacto, tem como objetivo “fortalecer a dissuasão coletiva contra qualquer ato de agressão e estipula que qualquer ataque armado contra um dos três Estados deve ser considerado como um ataque contra todos eles”.

A fórmula remete ao artigo 5 da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que estabelece que uma eventual agressão a um país-membro da aliança militar ocidental será tida como um ataque a todos os outros. A Turquia é dona do segundo maior exército da Otan.

“O acordo prevê o fortalecimento de todos os aspectos da cooperação em defesa entre os três Estados”, acrescenta a nota, ressaltando que Arábia Saudita, Paquistão e Turquia estão “comprometidos a reforçar ainda mais sua segurança coletiva e a promover a paz e a estabilidade na região e além, em busca de um futuro seguro e próspero”.

Guerra

Essa parceria era discutida pelos três países havia muito tempo, porém foi acelerada após o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã. Em represália aos ataques americanos, a República Islâmica passou a bombardear instalações militares e energéticas em países aliados de Washington no Oriente Médio, incluindo a Arábia Saudita.

Mísseis atribuídos às forças iranianas também chegaram a ser interceptados em direção à Turquia. Já o Paquistão, única nação muçulmana detentora de armas nucleares, atua como mediador nas tentativas de colocar um fim definitivo à guerra entre EUA e Irã.

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