Rio de Janeiro, 29 de Setembro de 2026

Agiota é preso por ameaçar devedor durante cobrança na Baixada

Em um dos casos investigados, a vítima teria pago um valor superior ao da dívida inicial, mas continuou sendo cobrada pelo suspeito.

Terça, 29 de Setembro de 2026 às 13:19, por: CdB

Em um dos casos investigados, a vítima teria pago um valor superior ao da dívida inicial, mas continuou sendo cobrada pelo suspeito.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

William Muniz Silva foi preso nesta terça-feira acusado de praticar agiotagem e extorsão em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Segundo as investigações, ele cobrava juros abusivos e recorria a ameaças para pressionar as vítimas a pagar as dívidas.

William Muniz Silva foi preso nesta terça-feira acusado de praticar agiotagem e extorsão em Nova Iguaçu

A prisão foi realizada por agentes da 57ª DP (Nilópolis), em conjunto com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Contra ele, havia um mandado de prisão preventiva.

Em um dos casos investigados, a vítima teria pago um valor superior ao da dívida inicial, mas continuou sendo cobrada por William. Segundo a denúncia, ele concedeu um empréstimo informal, mediante cobrança de juros de 40% ao mês. Para intimidá-la, o agiota teria enviado fotos de armas de fogo e munições.

Segundo o MPRJ, as ameaças continuaram mesmo depois que a vítima registrou a ocorrência policial. Diante disso, a Promotoria pediu a prisão preventiva, citando a necessidade de proteger a pessoa extorquida e preservar a instrução criminal.

Além da prisão, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços de Japeri e Queimados. A operação também incluiu a quebra do sigilo bancário e o bloqueio de valores ligados ao investigado.

Foragido

Disque Denúncia divulgou, nesta terça-feira, um cartaz para ajudar na localização de Cláudio Barbosa de Lima, o Foguinho, condenado a 23 anos de prisão por envolvimento no assassinato do policial militar Renato Liberato Neto durante um assalto na Zona Portuária do Rio, em 2016. Segundo as autoridades, o criminoso está foragido desde dezembro de 2025, quando não retornou à prisão após a Visita Periódica ao Lar (VPL).

De acordo com o Disque Denúncia, Foguinho faz parte do Comando Vermelho (CV) que atua no Morro da Providência, na zona central do rio. O objetivo é auxiliar as investigações da Divisão de Buscas e Recapturas (Recap) da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), para localizar e recapturar Cláudio.

O crime ocorreu em 24 de outubro de 2016, dentro de uma loja Americanas na Rua Sacadura Cabral, na Gamboa, Zona Portuária. Renato Liberato Neto, lotado na Corregedoria da Polícia Militar, entrou no estabelecimento com filha de 10 anos, quando bandidos assaltavam o comércio.

Segundo as investigações, os assaltantes haviam invadido a loja para roubar celulares e mantinham funcionários e clientes sob ameaça. Enquanto um dos criminosos estava no estoque e outro permanecia no salão, o policial de 44 anos e a filha entraram no estabelecimento.

Renato tentou interromper o assalto, mas acabou surpreendido por um ladrões, Edvandro Luiz Galvão Muniz, o Lorão. Outro envolvido, conhecido como Bolão, estava no estoque e atirou no policial e a filha. O sargento foi atingido na cabeça e levado para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio, mas não resistiu. A criança, atingida na perna, recebeu atendimento no Hospital Municipal Souza Aguiar, sendo transferida para o HCPM.

Após os disparos, Lorão e Bolão deixaram o local com comparsas que aguardavam em motocicletas. Segundo as investigações, Foguinho estava entre os homens que esperavam os assaltantes do lado de fora da loja. O grupo fugiu em direção à comunidade da Pedra do Sal levando o celular e a arma do policial.

Fuga da prisão

Foguinho acabou preso em dezembro daquele ano por agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Condenado a 23 anos de reclusão por latrocínio, ele passou do regime fechado para o semiaberto em dezembro de 2024.

Em outubro de 2025, recebeu autorização para a Visita Periódica ao Lar (VPL). No fim daquele ano, deixou a unidade prisional durante a saída de Natal, mas não retornou. Após fuga, a Vara de Execuções Penais (VEP) expediu mandado de prisão para a recaptura do condenado. A Justiça também determinou a regressão cautelar do regime prisional. Segundo o Disque Denúncia, ainda restam 11 anos de pena a serem cumpridos.

Informações sobre o paradeiro de Foguinho podem ser repassadas de forma anônima pelo aplicativo do Disque Denúncia RJ ou pelo WhatsApp Anonimizado /DD: (021) 2253-1177, uma técnica que oculta detalhes que podem identificar a pessoa que faz a denúncia.

Edições digital e impressa