Rio de Janeiro, 30 de Setembro de 2026

Volkswagen revê acordos e preserva garantia de emprego


Quarta, 30 de Setembro de 2026 às 13:00, por: Sérgio Dias

Fabricante e sindicato retomam negociações enquanto direitos permanecem válidos e reajuste salarial entra no debate

Por Sérgio Dias – de São Paulo

A Volkswagen abriu nesta quarta-feira (30), em Hanover, uma negociação com o sindicato IG Metall sobre acordos coletivos, custos e funcionários. A fabricante notificou o encerramento de determinados instrumentos em 31 de dezembro de 2026, mas as condições de trabalho permanecem inalteradas neste momento.

Volkswagen revê acordos e preserva garantia de emprego

“Nos últimos 18 meses, houve uma mudança maciça no ambiente econômico da indústria automotiva e, portanto, também para a Volkswagen”, afirma Arne Meiswinkel, diretor de Recursos Humanos da Volkswagen. O executivo classifica as mudanças como estruturais e defende a execução do Plano Futuro.

A ressalva para os trabalhadores está no acordo coletivo para o futuro. O documento, que inclui garantias de emprego, não faz parte das rescisões. Os demais acordos continuam produzindo efeitos enquanto empresa e sindicato discutem mudanças.

 

Negociação coletiva

A Volkswagen e o IG Metall acionaram a cláusula de reabertura do acordo firmado em 1º de janeiro de 2025. O mecanismo permite retomar as conversas quando as premissas econômicas que sustentaram o documento passam por alterações.

A companhia atribui a iniciativa às tensões geopolíticas, às barreiras comerciais e à concorrência de fabricantes chineses na Europa. Segundo a Volkswagen, a entrada de veículos com preços competitivos pressionou o mercado e agravou sua situação financeira.

A fabricante pretende reduzir despesas administrativas e utilizar as alternativas disponíveis para diminuir seu quadro de funcionários de maneira socialmente responsável. A empresa afirma que pretende esgotar essas possibilidades durante a implantação das medidas ligadas ao direcionamento do grupo para 2030.

 

Salários em debate

A rodada salarial também integra o conflito. O IG Metall reivindica aumento de 5%, enquanto a Volkswagen considera a proposta incompatível com as condições da companhia e da indústria. A fabricante sustenta que precisa reduzir custos indiretos.

A denúncia dos acordos cria espaço jurídico e negocial para alterações, mas não produz efeitos imediatos sobre os empregados. Até o encerramento previsto para dezembro, direitos, obrigações e condições estabelecidas continuam válidos.

Volkswagen e IG Metall concordaram em realizar outra reunião na segunda metade de outubro. A nova rodada deverá tratar das cláusulas questionadas, da redução de custos e dos caminhos para ajustar o quadro funcional sem incluir o acordo que contém a garantia de emprego.

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