Rio de Janeiro, 09 de Outubro de 2026

Vinícola italiana registra roubo recorde de vinhos

Depois de desativar o sistema de alarme e inutilizar as câmeras de segurança da adega, os ladrões teriam entrado com dois caminhões e carregado os vinhos usando as próprias empilhadeiras da empresa.

Sexta, 09 de Outubro de 2026 às 11:33, por: CdB

Depois de desativar o sistema de alarme e inutilizar as câmeras de segurança da adega, os ladrões teriam entrado com dois caminhões e carregado os vinhos usando as próprias empilhadeiras da empresa.

Por Redação, com ANSA – de Roma

Uma das vinícolas mais famosas da Itália sofreu o maior roubo de vinhos já registrado na história do país.

Uma quadrilha de cinco a sete pessoas invadiu a sede da Marchesi Antinori em Cortona, na região da Toscana, e levou cerca de 30 mil garrafas da safra de 2023, totalizando 5 milhões de euros (R$ 28 milhões).

Adega da vinícola Marchesi Antinori, em foto de arquivo

O assalto ocorreu no último fim de semana, e os criminosos roubaram lotes dos prestigiados vinhos Solaia, Tignanello e Guado al Tasso, cujos preços variam entre 120 e 300 euros (de R$ 672 a R$ 1,7 mil) por garrafa.

Depois de desativar o sistema de alarme e inutilizar as câmeras de segurança da adega, os ladrões teriam entrado com dois caminhões e carregado os vinhos usando as próprias empilhadeiras da empresa. A carga já estava separada em caixas porque seria expedida para o exterior nos dias seguintes. O roubo só foi descoberto na manhã de segunda-feira, quando funcionários chegaram à vinícola e notaram a falta do vinho.

– É certamente uma gangue altamente organizada – disse Renzo Cotarella, CEO da Marchesi Antinori, ao jornal Corriere della Sera. “Talvez a mesma que atingiu outras vinícolas na Itália nos últimos meses. Um roubo dessa magnitude e desse valor certamente nunca aconteceu na Itália antes”, acrescentou.

O roubo

A suspeita é de que o estoque roubado pode se destinar a colecionadores ou donos de estabelecimentos. “Estamos informando nossos clientes em todo o mundo. Queremos alertá-los para que desconfiem de ofertas feitas fora dos canais oficiais”, explicou a vinícola, garantindo que ainda espera recuperar o vinho roubado.

O crime é investigado pela polícia, e o Ministério Público de Arezzo aguarda um relatório detalhado sobre o episódio. A Marchesi Antinori fica em uma área isolada e, segundo uma verificação inicial, carente de câmeras de vigilância públicas.

A vinícola é uma das mais importantes da Itália e fatura mais de 260 milhões de euros (R$ 1,5 bilhão) por ano. Embora seja enraizada na Toscana, ela também possui plantações nas regiões italianas da Lombardia, Piemonte, Puglia e Úmbria, além de produções nos Estados Unidos e no Chile.

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