Rio de Janeiro, 17 de Agosto de 2026

Trump: manifestantes favoráveis e contrários se enfrentam na Califórnia

Milhares de manifestantes favoráveis e contrários a Donald Trump confrontaram-se na sexta-feira na Califórnia

Sábado, 28 de Maio de 2016 às 08:24, por: CdB
Por Redação, com ABr - de Washington:   Milhares de manifestantes favoráveis e contrários a Donald Trump confrontaram-se na sexta-feira na Califórnia, durante dois discursos do aspirante a candidato republicano nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Foram detidas pelo menos 13 pessoas.
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Manifestantes favoráveis e contrários ao candidato presidencial do Partido Republicano dos EUA, Donald Trump, enfrentam-se após um comício no Centro de Convenções, em San Diego
Um porta-voz da polícia disse à AFP que 12 pessoas foram detidas em San Diego, no Sudoeste dos Estados Unidos. Outra pessoa foi detida em Fresno, no Centro da Califórnia. Segundo a imprensa local, o discurso de Donald Trump em San Diego, cidade situada na fronteira com o México, foi interrompido brevemente por manifestantes que foram expulsos do centro de convenções onde decorria o evento. Na parte externa, grupos rivais foram separados pela polícia de choque, depois de se envolverem em brigas.

Delegados suficientes

O  empresário Donald Trump atingiu na sexta-feira, o número de delegados necessários para conquistar a indicação republicana para concorrer às eleições para presidente dos Estados Unidos, em novembro deste ano. O número de delegados necessários para alcançar a indicação é 1.237, mas Trump já tem 1.238. O cálculo foi feito pela agência de notícias Associated Press.  O cálculo da Associated Press se baseou em entrevistas feitas a delegados que ainda não declararam publicamente apoio a nenhum candidato. Com isso, a agência chegou à conclusão que Trump passou do número mínimo de delegados necessários para se tornar o candidato republicano. As próximas primárias do partido, marcadas para 7 de junho, em cinco Estados norte-americanos, ainda devem definir o apoio de 303 delegados. Isso deverá ampliar ainda mais o apoio a Trump, evitando também uma eventual contestação da vitória do candidato republicano. Tump era, desde o início de maio, o único candidato remanescente que aspirava a representar o Partido Republicano nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, após a desistência do candidato que vinha em segundo lugar na preferência dos delegados do partido, senador Ted Cruz. A desistência de Cruz ocorreu depois de ele perder as primárias no Estado de Indiana, por uma larga margem de votos. Um dia depois, o governador de Ohio, John Kasich, que igualmente aspirava a representar o Partido Republicano, também desistiu de concorrer. Embora tenha alcançado o número de delegados necessários, Trump terá ainda que submeter seu nome a uma convenção nacional do Partido Republicano, marcada para julho, na cidade de Cleveland, Estado de Ohio. Trump começou sua campanha em junho de 2015. No início, não era visto como um candidato viável pela cúpula do Partido Republicano. No entanto, aos poucos, foi ganhando apoio devido ao seu estilo franco e às declarações polêmicas. Esse estilo garantiu muito tempo de visibilidade nos noticiários de televisão, rádio e sites da Internet.

Protestos

As declarações de Trump também provocaram protestos em várias cidades dos Estados Unidos, principalmente pelo tom desrepeitoso com que o candidato republicano se referia a países de longa tradição de amizade com os Estados Unidos e também aos imigrantes. Os últimos protestos registrados ocorreram esta semana na cidade de Albuquerque, no Estado de Novo México. Novas manifestações estão sendo aguardadas na Califórnia, um dos estados em que ocorrerão primárias em 7 de junho. Em 2 de maio deste ano, em um comício em Indiana, Trump disse : "Não podemos continuar permitindo que a China permaneça a estuprar nosso país, e é isso que (os chineses) estão fazendo". Trump também disse, em outros comícios, que pretende proibir muçulmanos de entrar em território norte-americano, chamou ainda de “horrendo” o acordo assinado pelos EUA com o Irã e se comprometeu a "construir um muro" ao longo da fronteira mexicana.
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