Um dos líderes sírios notou também que é muito importante "romper a ligação entre Raqqa e os outros territórios ocupados por EI
Por Redação, com Sputnik Brasil - de Beirute:
O co-presidente do Partido da União Democrática síria (PYD) Salih Muslim discutiu a operação atual para a libertação da cidade de Raqqa, considerada a capital do grupo terrorista Estado Islâmicio (proibido na Rússia) em entrevista à agência russa de notícias Sputnik.
Além disso, o alto funcionário discutiu a situação política e militar na região, os contatos do PYD com os governos dos EUA, Rússia e Sìria, e as esperanças do lado curdo nas negociações de paz em Genebra.
Falando sobre Raqqa, Muslim sublinhou que a cidade não só é a capital dos jihadistas, mas também é um importante centro militar e logístico para os terroristas do grupo.
– A libertação decisiva de Raqqa dos jihadistas tem uma importância vital para Rojava (Curdistão sírio). O alvo desta operação é eliminar a ameaça na área. A operação estava sendo planejada por muito tempo.
Um dos líderes sírios notou também que é muito importante "romper a ligação entre Raqqa e os outros territórios ocupados por EI."
Salih Muslim explicou ainda que atualmente a operação visa a libertação da parte norte da cidade, mas isso é só a primeira fase:
– Atualmente nós estamos falando sobre o norte de Raqqa. (…) A operação pode ser realizada em várias fases. Esta é a primeira, durante a qual as forças principais estão determinadas a libertar o norte de Raqqa e as rodovias e aproximações da cidade.
Enquanto isso, o entrevistado informou que ainda não há planos para a libertação das cidades controladas pelo EI na região de Aleppo, tais como Manbij e Jarabulus. Além disso, ele negou a informação, divulgada mais cedo na mídia, sobre um encontro em que recentemente ele teria participado, juntamente com outros líderes curdos, com altos militares dos EUA em Kobani.
Muslim sublinhou também que atualmente o seu partido não tem relações com o governo sírio.
Raqqa
Depois da sua libertação de terroristas, a cidade síria de Raqqa se tornará a parte do Sistema Federal Democrático de Rojava (também conhecido como Curdistão sírio) e do norte da Síria, informou na quinta-feira Gharib Hassou, representante do Partido da União Democrático (PYD, na sigla inglesa) no Curdistão iraquiano.
Na semana passada, a aliança das forças democráticas da Síria (SDF, na sigla inglesa), dirigida pelos curdos, anunciou os planos de libertar Raqqa do grupo terrorista do Estado Islâmico. Na terça, a SDF, com a assistência da coalizão internacional, conduziu uma ofensiva para libertar a parte norte da província síria de Raqqa.
– Visto que o assalto de Raqqa é realizado pela SDF, faz sentido que, depois da reconquista, a cidade se tornar parte do sistema federal democrático criado no norte da Síria – disse Hassou à RIA Novosti.
Por razão que “o exército sírio fracassou em fazer alguma coisa contra os terroristas em Raqqa”, o governo sírio não pode fazer nada para impedir que a cidade integre o sistema federal curdo.
Ele destacou que as forças sírias não participaram na ofensiva para a retoma de Raqqa.
Em 17 de março, durante a conferência na província de Hasakah, os curdos sírios anunciaram a criação da sua região federal no norte do país, apesar das críticas por parte do governo.
Desde 2013, Raqqa é controlada pelo Estado Islâmico, grupo terrorista proibido na Rússia e nos EUA.
Afeganistão
Um homem-bomba matou pelo menos 10 pessoas e deixou quatro feridas na última quarta-feira ao atacar um ônibus que levava funcionários de uma corte de apelações a oeste de Cabul, capital do Afeganistão, disseram as autoridades, em ação reivindicada pelo Taliban.
O ataque aconteceu no mesmo dia em que o Talebã anunciou a escolha do sucessor do mulá Akhtar Mansour, líder do grupo morto por um drone (aeronave não-tripulada) dos Estados Unidos no final de semana.
O porta-voz do grupo, Zabihullah Mujahid, disse que o ataque a membros do judiciário foi uma resposta à decisão tomada pelo governo afegão no início deste mês de executar seis prisioneiros do Talebã no corredor da morte. Outros ataques virão, alertou.
"Continuaremos neste caminho", disse ele em comunicado.
A decisão do presidente afegão, Ashraf Ghani, foi parte de um endurecimento na política de enfrentamento do Talebã após um ataque suicida do movimento insurgente que deixou no mínimo 64 mortos em Cabul.
O porta-voz do Ministério do Interior disse que 10 pessoas foram mortas e quatro ficaram feridas no ataques desta quarta-feira, enquanto o Talebã afirmou haver 22 pessoas entre mortos e feridos.