O norte-americano atribuiu parte das dificuldades para chegar a um cessar-fogo entre os dois países devido à hostilidade pessoal entre os líderes russo e ucraniano.
Por Redação, com ANSA – de Washington, Kiev
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender eleições na Ucrânia ao criticar seu homólogo no país, Volodymyr Zelensky, que seria “mais difícil de lidar” do que o líder russo, Vladimir Putin.

– Ele [Zelensky] não quer chegar a um acordo. Ele diz que quer, mas não quer. Não sou muito fã de Zelensky – afirmou Trump em declaração ao Newsmax na quinta-feira.
O norte-americano atribuiu parte das dificuldades para chegar a um cessar-fogo entre os dois países devido à hostilidade pessoal entre os líderes russo e ucraniano.
– Como vocês sabem, Putin odeia Zelensky, e Zelensky odeia Putin. E, quando existe esse tipo de ódio, é muito difícil chegar a um acordo – disse.
Trump também levantou a possibilidade de novas eleições na Ucrânia, questionando se Zelensky “ainda conta com o apoio da população em meio à guerra”, que segue em curso há mais de quatro anos.
– Acho que é preciso realizar eleições, porque ninguém me diz que o povo ucraniano está satisfeito em ter mísseis atingindo seus prédios residenciais – disse o mandatário de Washington.
O Kremlin comentou as declarações de Trump, com o qual “concorda completamente”.
Guerra
Zelensky “não quer assumir a responsabilidade [pela guerra] e seguir por um caminho rumo a uma solução pacífica” do conflito, frisou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, citado pela Interfax.
Já o líder de Kiev, durante coletiva de imprensa no Conselho Europeu nesta sexta-feira, voltou a destacar que não foi informado sobre o pacto entre EUA e Rússia a respeito do diesel, anunciado por Trump no final de semana, acirrando a crise entre Washington e Kiev.
– O acordo entre a Rússia e os EUA sobre o diesel pegou todos de surpresa; deveríamos ter sido informados – rebateu o ucraniano, acrescentando que defende seu país e seu povo.
– Temos o direito de fazê-lo [defender a Ucrânia] e, em uma guerra, é muito importante preservar a própria dignidade – pontuou Zelensky, esclarecendo que haverá uma reunião entre negociadores de Washington e de Kiev nos próximos dias.
– O presidente [Trump] e eu sempre temos assuntos a discutir – concluiu.