Sharapova queria que a suspensão, que lhe foi imposta pela Federação Internacional de Tênis (ITF) em junho, fosse anulada ou reduzida
Por Redação, com agências internacionais - de Moscou: A tenista russa Maria Sharapova irá perder a Olimpíada do Rio de Janeiro, já que a Corte Arbitral do Esporte (CAS) decidiu nesta segunda-feira adiar para setembro a decisão sobre o recurso da vencedora de vários títulos de Grand Slam contra uma suspensão de dois anos por doping. Tenista russa Maria Sharapova durante partida do Aberto da Austrália
Sharapova queria que a suspensão, que lhe foi imposta pela Federação Internacional de Tênis (ITF) em junho, fosse anulada ou reduzida, e inicialmente se esperava um veredicto até 18 de julho.
O adiamento da decisão se deveu ao fato de que a tenista e a ITF precisam de mais tempo para "completar e responder seus respectivos formulários comprobatórios", disse a CAS em comunicado.
– Espera-se uma decisão até 19 de setembro de 2016 – acrescentou.
A ex-número um do mundo, hoje com 29 anos, foi incluída na lista oficial da Rússia para o torneio olímpico de tênis.
Sharapova foi suspensa por ter sido flagrada em um exame que revelou o uso da substância proibida meldonium durante o Aberto da Austrália, em janeiro.
Anti-doping
A agência anti-doping britânica abriu uma investigação sobre as alegações de um jornal de que médicos no Quênia deram drogas proibidas para atletas britânicos.
Imagens gravadas secretamente pelo Sunday Times mostram dois médicos quenianos e um associado alegando que deram EPO, uma droga proibida que reforça o sangue, a atletas britânicos.
– A agência anti-doping do Reino Unido revisou as evidências apresentadas pelo Sunday Times e está muito preocupada e muito interessada – disse a executiva chefe da UKAD, Nicole Sapstead, em um comunicado.
– Nós abrimos uma investigação e estamos tomando os passos necessários para corroborar a evidência e investigar mais profundamente.
A investigação do Sunday Times, conduzida com a emissora alemã ARD/WRD, disse que três homens foram presos pelas autoridades quenianas semana passada, depois de revisaram as imagens gravadas.
Alguns atletas britânicos usam o Quênia como base de treinamento, pela sua altitude e clima quente, que fornecem condições melhores para eles se prepararem.
No entanto, Sapstead, da UKAD, alertou que alguns países onde os atletas britânicos treinam talvez não tenham "o sistema anti-doping necessário", e encorajou cada esporte a identificar os riscos relacionados aos seus regimes de treinamento.
– Instalamos 16 câmeras para monitorar o acampamento. Se tivermos qualquer preocupação com os atletas, nós imediatamente reportamos o atleta à Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF), que testará o atleta no mesmo dia – disse Pieter Lagerhorst, dono de um centro de treinamento com sua mulher, ao Observer.
UK Atletismo, que administra o esporte no Reino Unido, descreveu as alegações como "vagas e infundadas" e disse que precisaria de "muito mais detalhes para responder totalmente".
– Para ficar claro, nenhuma dessas alegações apresentadas sobre os atletas britânicos estão de acordo com nossa experiência – acrescentou em comunicado.
– No entanto, levamos todas as alegações de doping seriamente e vamos cooperar com qualquer investigação realizada pela UKAD ou outra organização anti-doping.
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