Rio de Janeiro, 06 de Agosto de 2026

Super El Niño amplia debate sobre prevenção de desastres no RIW

Pesquisadores apresentam plataformas para monitoramento de áreas de risco, uso de drones em emergências e estratégias para melhoras serviços.

Quinta, 06 de Agosto de 2026 às 14:29, por: CdB

Pesquisadores apresentam plataformas para monitoramento de áreas de risco, uso de drones em emergências e estratégias para melhoras serviços.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

As mudanças climáticas e os impactos provocados pelo Super El Niño dominaram parte da programação do Rio Innovation Week (RIW), maior evento de inovação e tecnologia da América Latina, na quarta-feira. No palco Transforma RJ, pesquisadores apoiados pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) apresentaram tecnologias voltadas à prevenção, ao monitoramento e à gestão de desastres naturais, destacando o papel da ciência no fortalecimento da capacidade de resposta a eventos climáticos extremos.

RIW debate prevenção de desastres diante do avanço do El Niño

Um dos destaques foi a participação do coordenador do Centro de Estudos e Pesquisas em Engenharia para Desastres (Ceped), da Coppe/UFRJ, Tharcisio Cotta Fontainha. O pesquisador desenvolve estudos sobre operações humanitárias e gestão de desastres, com foco na integração entre universidades, órgãos públicos e sociedade para ampliar a prevenção e a resposta a situações de emergência.

Segundo Cotta, a intensificação de fenômenos climáticos extremos exige uma atuação coordenada entre diferentes instituições e uma mudança na forma como cidades se preparam para enfrentar desastres.

– Precisamos integrar tecnologia, conhecimento científico e participação da sociedade para reduzir riscos e tornar as respostas mais rápidas e eficientes – destacou.

A plataforma conecta droneiros voluntários à Defesa Civil.

Durante a apresentação, o pesquisador mostrou a Plataforma de Droneiros Voluntários, que conecta pilotos de drones à Defesa Civil e a outros órgãos públicos. A ferramenta permite utilizar equipamentos particulares para mapear áreas de risco, monitorar desastres e auxiliar em operações humanitárias.

Desenvolvida no Ceped/Coppe, a plataforma reúne atualmente cerca de 80 voluntários cadastrados e funciona de forma colaborativa, integrando proprietários de drones, universidades e instituições públicas para compartilhar informações em tempo real durante situações de emergência.

– A Plataforma de Droneiros já reúne 80 voluntários cadastrados, dispostos a colocar seus drones a serviço da gestão de catástrofes ambientais – afirmou Cotta.

Imigrantes 

Outro projeto apresentado foi a Rede Refugia, plataforma digital que conecta migrantes, refugiados e organizações de apoio em todo o país. O sistema facilita o acesso a oportunidades de trabalho, moradia, alimentação e serviços de saúde, fortalecendo a integração social e oferecendo suporte em momentos de crise.

Prevenção

O debate também contou com a participação do tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Gil Kempers, assessor-chefe de Redução de Risco de Desastres e Eventos Extremos da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas).

Para ele, os desafios impostos pelas mudanças climáticas exigem investimentos contínuos em prevenção e conscientização da população.

“Precisamos ter resiliência para nos adaptar às mudanças climáticas e construir uma cultura de prevenção de riscos. O poder público deve apresentar respostas coordenadas, mas a sociedade também precisa estar preparada para agir diante das emergências, acompanhando os avisos meteorológicos e conhecendo as rotas de fuga”, afirmou.

Programação 

A participação no Rio Innovation Week continua até sexta-feira, reunindo pesquisadores, universidades, startups, empresas e instituições públicas para apresentar projetos voltados ao fortalecimento da ciência, da tecnologia e da inovação no estado.

Entre os próximos painéis estão temas como Saúde 5.0, saúde mental no esporte, inteligência artificial aplicada à gestão pública, transformação digital na indústria, nanotecnologia para a saúde, empreendedorismo científico, deep techs e o uso de ciência de dados na formação de atletas de alto rendimento.

 

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