Mas um debate nacional televisionado com o provável candidato presidencial republicano melhoraria muito suas chances na primária californiana de 7 de junho
Por Redação, com Reuters - de Washington:
O republicano Donald Trump e o democrata Bernie Sanders capitalizaram na quinta-feira a marcação de um debate presidencial incomum que irá deixar de lado Hillary Clinton, pré-candidata democrata favorita nas pesquisas, e criar um espetáculo televisivo que pode atrair uma grande audiência.
Os dois homens, um bilionário e um socialista democrático, expressaram interesse em um confronto no Estado da Califórnia, embora os postulantes democrata e republicano normalmente não se enfrentem antes da oficialização do candidato de cada partido para a eleição.
– Eu adoraria debater com Bernie – disse Trump a repórteres na Dakota do Norte depois de obter delegados suficientes para garantir a indicação de sua legenda. "Acho que teria altos índices de audiência. Seria em uma grande arena".
Desfrutando de sua nomeação recém-conquistada em um comício em Billings, em Montana, mais tarde, Trump disse que espera colocar 15 Estados em disputa na eleição geral de 8 de novembro, sendo que um republicano tradicional só costuma disputar três ou quatro. Ele citou Califórnia, Washington e Michigan, entre outros.
A porta-voz de Trump, Hope Hicks, disse por e-mail que ainda não existem planos formais para um debate. Mas o gerente de campanha de Sanders, Jeff Weaver, afirmou ao canal CNN que houve "algumas conversas" sobre os detalhes entre os dois campos.
– Torcemos para que ele não se acovarde – disse Weaver. "Esperamos que Donald Trump tenha coragem de subir no palco, agora que disse que o faria".
Sanders, senador do Vermont, está muito atrás de Hillary na corrida pela indicação democrata.
Mas um debate nacional televisionado com o provável candidato presidencial republicano melhoraria muito suas chances na primária californiana de 7 de junho, na qual a ex-primeira-dama deve confirmar sua indicação.
Trump disse que um debate com Sanders pode arrecadar até 15 milhões de dólares para instituições de caridade.
– Eu adoraria debater com Bernie, mas eles terão que pagar muito dinheiro por isso – afirmou.
Trump
Donald Trump, candidato republicano a presidente, disse na terça-feira que aprovaria o proposto oleoduto Keystone XL da TransCanada se eleito, revertendo uma decisão do governo Barack Obama de bloquear a iniciativa por preocupações ambientais.
– Eu absolutamente aprovaria, cem por cento, mas eu iria querer um acordo melhor – afirmou Trump à imprensa em Bismarck, Dakota do Norte, onde faria um discurso durante uma conferência sobre petróleo a respeito da política energética que implementaria se eleito para a Casa Branca.
– Eu quero isso construído, mas eu quero uma parte dos lucros – declarou Trump. "É assim que vamos fazer o nosso país rico de novo."
A decisão do governo Obama de rejeitar o oleoduto Keystone XL no ano passado foi um grande vitória simbólica para o movimento ambientalista norte-americano, que por anos fez campanha contra o projeto com o argumento de que ele aceleraria o aquecimento global.
O debate sobre o oleoduto criou tensões na relação entre os EUA e o Canadá, que esperava que projeto pudesse aumentar a capacidade de exportação de areia petrolíferas canadenses para o mercado norte-americano.
Perguntado sobre os comentários de Trump, Laurel Munroe, porta-voz do ministro de Recursos Naturais do Canadá, Jim Carr, afirmou que "nós não vamos comentar algo hipotético assim."
Um porta-voz da TransCanada não estava disponível para dar declarações sobre o tema.
Trump afirmou à imprensa que se eleito iria também procurar reduzir a regulamentação da indústria de energia para tornar a atividade de perfuração e as empresas de carvão mais competitivas.