Paulistano era reconhecido na arte contemporânea brasileira e representado havia mais de uma década pela galeria Fortes D’Aloia & Gabriel.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
O artista plástico Rodrigo Cass morreu aos 43 anos após se afogar enquanto nadava no mar de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O acidente aconteceu na quinta-feira e a morte foi confirmada pela Galeria Fortes D’Aloia & Gabriel, que representava o paulistano desde 2014.

O Grupamento Marítimo de Copacabana informou que foi acionado por volta das 13h para atender à ocorrência. Cass sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.
As circunstâncias exatas do afogamento ainda não foram esclarecidas. Segundo as informações disponíveis, o mar estava calmo naquele momento e não havia alerta específico de ressaca para a orla carioca.
Galeria lamenta morte do artista.
A Fortes D’Aloia & Gabriel comunicou a morte nas redes sociais e manifestou solidariedade aos familiares e amigos de Cass. A galeria também ressaltou a importância da produção desenvolvida pelo artista ao longo de sua carreira.
“Rodrigo construiu trajetória única na arte contemporânea brasileira, marcada por uma pesquisa sensível sobre matéria e espírito”, dizia a publicação.
Cass integrou o grupo de artistas representados pela galeria a partir de 2014 e desenvolveu trabalhos que transitavam por diferentes linguagens, incluindo relevos, fotografias e videoesculturas.
Sua produção investigava relações entre matéria, espiritualidade e imagem, incorporando referências da iconografia católica clássica, da tradição neoconcreta brasileira e de elementos ligados à repetição corporal característica da performance.
Produção artística
Uma das características mais reconhecidas da obra de Rodrigo Cass era a utilização de concreto sobre linho. A combinação de materiais tornou-se recorrente em seus trabalhos e ajudou a construir uma identidade própria dentro da produção contemporânea.
Nascido em São Paulo em 1983, Cass estudou na Faculdade Santa Marcelina e apresentou trabalhos em exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Sua produção também passou a integrar coleções de instituições culturais.
Além das obras produzidas com concreto, o artista explorava fotografia e vídeo, aproximando diferentes suportes em trabalhos voltados para questões relacionadas à percepção, ao espaço, ao corpo e à espiritualidade.
A morte aos 43 anos interrompe uma trajetória de mais de duas décadas dedicada às artes visuais. Nas manifestações divulgadas após a confirmação do afogamento, artistas, galeristas e pessoas ligadas ao circuito cultural lamentaram a perda.