A um mês dos Jogos Olímpicos, cerca de 4,5 milhões de ingressos foram vendidos pelo comitê organizador no Brasil e no exterior e ainda há pelo menos mais 1,5 milhão de bilhetes
Os esportes mais tradicionais do país, como futebol, vôlei, basquete, natação e ginástica estão entre o mais procurados desde o começo das vendas e praticamente não há mais entradas disponíveis
Por Redação, com Reuters - do Rio de Janeiro:
A um mês dos Jogos Olímpicos, cerca de 4,5 milhões de ingressos foram vendidos pelo comitê organizador no Brasil e no exterior e ainda há pelo menos mais 1,5 milhão de bilhetes disponíveis ao público, de acordo com os organizadores da primeira Olimpíada a ser realizada na América do Sul.
Os esportes mais tradicionais do país, como futebol, vôlei, basquete, natação e ginástica estão entre o mais procurados desde o começo das vendas e praticamente não há mais entradas disponíveis. Já os menos populares hóquei, rúgbi, tiro com arco e levantamento de peso têm bilhetes até mesmo para as disputas de medalha.
A um mês dos Jogos Olímpicos, cerca de 4,5 milhões de ingressos foram vendidos pelo comitê organizador no Brasil e no exterior
– Os mais disponíveis ainda à venda são os esportes menos populares no Brasil e que os brasileiro conhecem menos o jogo e até as regras. Mas mesmo nesses a demanda vem crescendo em todos os Estados – disse à agência inglesa de notícias Reuters o diretor de ingressos dos Jogos, Donovan Ferreti.
– Com a proximidade dos Jogos e com a passagem da tocha por diversas cidades, e a disponibilidade de ingressos em bilheterias, a procura tende a melhorar – acrescentou, lembrando que durante a maior parte do tempo o processo de venda foi feito exclusivamente pela Internet.
Inicialmente o comitê Rio 2016 estimava ter disponível aproximadamente 7,5 milhões de ingressos à venda, mas, com a execução das obras e negociações de espaço com a equipe oficial de transmissão para a TV, ficaram disponíveis para venda até o momento cerca de 6 milhões de bilhetes.
– Uma redução ocorre por vários motivos. Pode acontecer por pontos cegos, maior área de mídia e posições de câmera. Além disso, como no caso da Lagoa, as arquibancadas previstas na lagoa não foram construídas – disse do diretor do comitê.
– Mas estamos sempre negociando para ver se conseguimos liberar mais espaço... continuamos a meta de ter arenas cheias – acrescentou.
Segundo Ferreti, com liberações de mais cadeiras nas arenas na reta final da preparação dos Jogos, a oferta de bilhetes poderá subir para 6,3 a 6,7 milhões, mas certamente não chegará aos 7,5 milhões estimados inicialmente.
Com a venda até agora de mais de 70 % dos bilhetes disponíveis, o comitê já faturou cerca de US$ 1 bilhão, o equivalente a quase 90 % da meta financeira estimada.
– Não podemos negar que (a crise econômica do país) sempre causa algum impacto, mas consideramos o programa de vendas bem sucedido até o momento – afirmou.
– Podemos dizer que temos uma venda que está no meio entre o que foi a venda para os Jogos de Inverno na Rússia (Socchi-2014) e a Olimpíada de Londres (2012) – disse.
Além do Rio de Janeiro, o futebol olímpico masculino e feminino será disputado em outras cidades como Belo Horizonte, Salvador, Manaus, São Paulo e Brasília.
Sem plano de legado
Enquanto a venda de ingressos avança, uma preocupação dos órgãos de fiscalização da preparação dos Jogos é o atraso na conclusão e apresentação do plano de legado das arenas que serão utilizadas na Olimpíada.
Até agora, o Tribunal de Contas da União (TCU) não recebeu informações das três esferas de governo (federal, estadual e municipal) sobre a destinação das arenas e equipamentos.
Diversos prazos já foram dados para os envolvidos nas preparação dos Jogos, mas eles não vêm sendo respeitados, segundo o TCU.
– É claro que o pós-Jogos é uma preocupação – disse à Reuters o ministro do TCU Augusto Nardes.
– A área técnica orientou que seja aplicada a multa pelo atraso na entrega do Plano de Legado, mas as coisas se tornaram tão difíceis para o Rio de Janeiro, e vamos deixar para analisar e dar um parecer depois dos Jogos.
Além do legado das arenas, o ministro Nardes acrescentou que o TCU também quer saber qual será o legado dos Jogos para a área de segurança, o que para ele “é algo fundamental” diante da recente escalada da violência da cidade.
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