Por Redação, com Reuters - de Bruxelas/Roma:
Cerca de 96 mil crianças refugiadas e imigrantes que viajaram para a Europa sozinhas em 2015 pediram asilo na União Europeia, quase quatro vezes mais do que no ano anterior, informou uma agência da UE nesta sexta-feira.
Mais da metade dos menores desacompanhados era afegã, seguidos por sírios e eritreus, disse o Escritório Europeu de Apoio ao Asilo (Easo, na sigla em inglês) em seu relatório anual para 2015.
Mais de 1 milhão de pessoas em fuga de guerras e conflitos no Oriente Médio, na África e na Ásia chegaram ao bloco no ano passado durante a maior crise imigratória do continente desde a Segunda Guerra Mundial.
Policial conversando com crianças imigrantes no porto de Augusta, na Itália
Mais de 1,4 milhão de pessoas, sírias e afegãs em sua maioria, procuraram proteção internacional na UE em 2015, disse a Easo, um aumento de 110 % em comparação com 2014 e a maior cifra desde que a união começou a coletar dados em 2008.
Um de cada três postulantes a asilo apresentou seu pedido na Alemanha, segundo o relatório.
O número de sírios que se candidataram aumentou três vezes e chegou a 380 mil. Quase 200 mil afegãos fizeram o mesmo, mais de quatro vezes a quantidade de pedidos feitos em 2014.
Corpos de imigrantes
Socorristas italianos recuperaram 217 corpos de um barco que naufragou no Mar Mediterrâneo em 2015, matando cerca de 500 imigrantes, informou a Marinha da Itália nesta quinta-feira.
O naufrágio foi um dos piores desastres conhecidos envolvendo imigrantes que tentavam chegar à Europa pelo mar. Milhares de pessoas por ano, muitas delas fugindo de guerras no Oriente Médio, têm atravessado o Mediterrâneo em embarcações frágeis ou superlotadas.
Acredita-se que pelo menos 3.770 pessoas morreram em rotas mediterrâneas em 2015, a maioria afogadas, devido ao naufrágio dos barcos em que viajavam.
O barco foi retirado do leito do mar e levado a uma instalação naval na Sicília na semana passada. O naufrágio, ocorrido cerca de 135 quilômetros ao norte da Líbia, de onde partiu, levou a União Europeia a intensificar seus esforços de resgate no Mediterrâneo.
Inicialmente se acreditou que pelo menos 700 pessoas pereceram no desastre, com base nos testemunhos de sobreviventes. Na semana passada, um agente da Marinha disse crer que no mínimo cerca de 300 corpos ainda estavam no compartimento de carga, que somados aos 169 recuperados do leito do mar nas imediações elevariam o saldo de mortes para quase 500.
Uma equipe de 150 profissionais e voluntários da Marinha, do Corpo de Bombeiros, da Cruz Vermelha italiana e de uma equipe forense de professores de uma universidade de Milão vem trabalhando 24 horas por dia para retirar os corpos do barco pesqueiro e examiná-los.
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