Rio de Janeiro, 07 de Junho de 2026

Previsão sobre El Niño aponta para risco de queimadas no Pantanal

A previsão de intensificação do El Niño aponta para um aumento das queimadas no Pantanal e outras regiões do Brasil até 2027. Entenda os riscos e impactos.

Domingo, 07 de Junho de 2026 às 16:18, por: CdB

O El Niño, que geralmente se forma entre os meses de junho e agosto, tem grandes chances de se intensificar e se prolongar até o fim do ano e o início de 2027.

Por Redação, com ABr – de Brasília

O governo prevê um cenário extremo de seca e o aumento no número de queimadas para o segundo semestre, em regiões no Norte e Centro-Oeste do país. Com a chegada do fenômeno El Niño, foi estabelecida uma sala de situação junto ao Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), diante de indícios de que há 70% de probabilidade de um El Niño forte ou muito forte ainda neste ano. Ocorrências extremas podem ser registradas em diferentes regiões do país, como chuvas intensas, tempestades, secas, ondas de calor e incêndios florestais de grande extensão.

Previsão sobre El Niño aponta para risco de queimadas no Pantanal | Condições podem piorar com chegada do El Niño
Condições podem piorar com chegada do El Niño

Período crítico

O El Niño, que geralmente se forma entre os meses de junho e agosto, tem grandes chances de se intensificar e se prolongar até o fim do ano e o início de 2027. A maior preocupação está no último trimestre do ano, quando os efeitos do fenômeno climático podem prolongar a estiagem e intensificar os incêndios florestais.

— Se vier mais forte, o impacto do El Niño vai ser uma estiagem mais prolongada, o que agrava a situação lá pra outubro e novembro.Temos seis meses de preparação para esse período mais crítico — calcula André Lima, secretário de Controle de Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial no Ministério do Meio Ambiente (MMA).

O Cemaden, no entanto, ressalta que a intensidade do evento não está diretamente relacionada à gravidade dos impactos. Já foram registradas ocorrências severas durante El Niño moderados, como foi em 2024, com a incidência de fortes chuvas no Rio Grande do Sul. No mesmo ano, o Brasil enfrentou a maior seca em 70 anos, com mais de 80% dos municípios do país em condições de estiagem.

 

Estiagem

Nas regiões Norte e Nordeste, os impactos esperados são a redução das chuvas e aumento das temperaturas. Períodos de estiagem mais severos e longos, aumentando o risco de insegurança hídrica.  Já nas regiões Sudeste e Centro-Oeste há um possível comprometimento da estação chuvosa, o que pode afetar a recuperação dos reservatórios e elevar o risco hidrológico.

Ondas de calor também costumam ser registradas como efeitos do fenômeno El Niño. Os anos de 2023, 2024 e 2025 foram os mais quentes globalmente e registraram o maior número de ondas de calor no Brasil.

Trata-se de um fator de atenção, uma vez que o El Niño aumenta as chances para o aumento nas temperaturas — o que também pode contribuir diretamente com os índices de queimadas.

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