As chamadas ‘midterms’ renovarão todas as cadeiras da Câmara, um terço do Senado e um sem número de cargos estaduais e municipais.
Por Redação, com NYT – de Nova York, NY-EUA
Uma nova pesquisa do diário norte-americano The New York Times e o Instituto Siena College publicada nesta segunda-feira, na véspera das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, revelou que candidatos democratas estão à frente dos republicanos em todos os sete Estados do país, decisivos para determinar qual partido controlará o Senado e, a se confirmar nas urnas, tornar o atual presidente, Donald Trump, o que os norte-americanos chamam de ‘Lame Duck’, ou ‘pato manco’ em tradução livre, ou seja, com o mandato comprometido por seus opositores.

As chamadas ‘midterms’ renovarão todas as cadeiras da Câmara, um terço do Senado e um sem número de cargos estaduais e municipais. Caso os indicadores das pesquisas se concretizem, o Partido Democrata pode conseguir maioria em não apenas uma, mas as duas casas do Congresso americano — controladas pelo Partido Republicano desde o pleito de 2024.
Para conquistar a maioria dos senadores, os democratas precisam defender todas as 45 cadeiras que ocupam atualmente e conquistar pelo menos quatro que hoje estão nas mãos dos republicanos. A tarefa é considerada um desafio árduo, já que muitas das vagas que precisam ser conquistadas situam-se em redutos republicanos.
Kansas
No entanto, o levantamento divulgado nesta segunda trouxe boas notícias à oposição. Segundo a pesquisa NYT/Siena, os democratas têm vantagem significativa no Texas, Kansas, Maine e Ohio, quatro Estados que atualmente possuem senadores republicanos, bem como no Michigan, um Estado decisivo já sob controle democrata. Eles também possuem uma leve vantagem no Alasca e estão tecnicamente empatados com os rivais republicanos em Iowa.
Os dados são relevantes, uma vez que os texanos não elegem um democrata ao Senado desde 1988; no Kansas, isso não ocorre desde 1932.
Vantagem
A pesquisa NYT/Siena indicou, como já haviam apontado levantamentos anteriores, que a insatisfação com o presidente Donald Trump e a sua gestão da economia estão prejudicando o Partido Republicano. Apenas 38% dos “eleitores prováveis” — aqueles que têm maior probabilidade de comparecer às urnas — aprovam o presidente nos sete Estados decisivos.
O índice é notavelmente baixo, uma vez que, na eleição presidencial há apenas dois anos, Trump venceu em cinco desses estados com uma vantagem de dois dígitos sobre a democrata Kamala Harris.
Do outro lado, a força dos democratas tem sido impulsionada pela crescente confiança dos eleitores na capacidade do partido de lidar com a economia do país — que é a principal preocupação dos americanos nesta eleição. Nos Estados decisivos, os democratas mantêm uma vantagem de nove pontos percentuais no que diz respeito ao controle da inflação e custo de vida.