Vocês se lembram de que na campanha eleitoral de Jair Bolsonaro contra Lula, nas eleições de 2022, as redes sociais bolsonaristas falavam para não votar em Lula, porque ele iria fechar as igrejas? Lembram-se?
Lula ganhou e não fechou nenhuma igreja, mas correm agora nas redes sociais ser projeto de Flávio Bolsonaro, coisa já desmentida pelo candidato, de se eleito, baixar um projeto dizendo que o Brasil pertence a Jesus Cristo.
Por Rui Martins – editor do Direto da Redação

Para muitos católicos isso significa que a Nossa Senhora Aparecida no caso de vitória de Flávio que é evangélico, deixaria de ser a Padroeira do Brasil. Isso, mais pastores que chamam católicos de idólatras, está criando um inesperado e inédito choque religioso entre católicos, que se sentem ameaçados na sua fé, trazida pelos colonizadores portugueses, e os evangélicos com sua fé made in USA.
Vista de outro ângulo, essa briga, que pode degenerar, envolve tb a defesa de nossa soberania. Os neo-pentecostais representam uma ruptura com as tradições e formação da nacionalidade brasileira. O neopentecostalismo é um produto recente de exportação fundamentalista norteamericana, trazido por missionários gringos, verdadeiros neocolonizadores, que estão pouco a pouco mudando nossas tradições.
E quando vemos o evangélico Flávio Bolsonaro se dispor a criar uma comissão de transição, caso eleito, com o ministro Marco Rúbio do governo Trump, isso poderia também ser interpretado como parte de um plano maior de atentado à nossa soberania. E daí podemos chegar à pergunta: a eleição de Flávio visa também fazer o Brasil aderir à importação do conceito evangélico de uma democracia capitalista norteamericana?