Rio de Janeiro, 07 de Janeiro de 2026

Operação dos EUA à Venezuela não impacta nas eleições, prevê estudo

Estudo aponta que sequestro de Maduro não deve influenciar as eleições brasileiras de 2026, com polarização política em alta.

Terça, 06 de Janeiro de 2026 às 20:37, por: CdB

No Brasil, o sequestro de Maduro foi rapidamente apropriado por forças políticas em lados opostos. Setores da direita tentaram enquadrar o episódio como prova de que a Venezuela vive sob uma ditadura.

Por Redação – de Brasília

A operação dos Estados Unidos que resultou no sequestro de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, provocou uma reação imediata no Brasil e colocou o tema no centro das declarações de lideranças políticas envolvidas na disputa presidencial de 2026. A leitura, porém, é que o episódio deve ter efeito eleitoral limitado, porque a retórica de cada campo político tende a reforçar convicções já existentes, sem produzir migração relevante de votos.

Operação dos EUA à Venezuela não impacta nas eleições, prevê estudo | Operação norte-americana sequestrou o mandatário venezuelano, Nicolás Maduro
Operação norte-americana sequestrou o mandatário venezuelano, Nicolás Maduro

A avaliação foi destacada em análise da consultoria Warren Rena, em mensagem a investidores citada pelo diário conservador paulistano ‘O Estado de S. Paulo’, segundo a qual, “com as informações disponíveis até aqui”, o cenário mais consistente é o de um “jogo de soma zero, sem efeitos relevantes de conversão eleitoral”. Ou seja: a crise pode elevar o tom do debate e ampliar a polarização discursiva, sem influenciar o eleitorado.

 

Ditadura

No Brasil, o sequestro de Maduro foi rapidamente apropriado por forças políticas em lados opostos. Setores da direita tentaram enquadrar o episódio como prova de que a Venezuela vive sob uma ditadura.

Do outro lado, integrantes do campo progressista reagiram com críticas ao que classificam como violação de soberania e uma intervenção externa na América Latina, em defesa da autodeterminação dos povos, o que dialoga com as forças progressistas.

O movimento duplo, porém, não significa automaticamente um ganho político de lado a lado. A leitura predominante é que ambos os lados falaram, majoritariamente, para públicos alinhados, em um episódio que se torna outro marcador identitário da polarização e menos um tema capaz de virar votos.

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