A senadora pediu o encontro com o presidente do Senado logo depois de ter sido confirmada no cargo ocupado por Jaques Wagner (PT-BA).
Por Redação – de Brasília
A nova líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), busca confirmar uma reunião, ainda nos próximos dias, com o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP). O esforço visa liberar matérias de interesse do Palácio do Planalto, entre elas a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da escala 6×1, antes do recesso parlamentar que se inicia no próximo 18 de julho.

A senadora pediu o encontro com o presidente do Senado logo depois de ter sido confirmada no cargo ocupado por Jaques Wagner (PT-BA). A nova líder já se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) para um alinhamento sobre a estratégia do governo nesta segunda-feira. A prioridade total é destravar a PEC já aprovada pela Câmara, há algumas semanas.
Fontes palacianas disseram à mídia conservadora que o otimismo sobre a possibilidade de aprovar a PEC até o recesso diminuiu nos últimos dias. Auxiliares do presidente Lula ponderam o curto espaço de tempo, de três semanas, até o recesso, e já admitem que Alcolumbre não deve ceder à pressão.
Tentativa
Desde a rejeição histórica da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) o senador espera um convite do presidente da República, para uma conversa que possa apaziguar o cenário ainda conturbado entre eles. A boa relação entre Teresa Leitão e Alcolumbre, no entanto, é avaliada por uma ala do Planalto como um ativo na busca por liberar os assuntos pendentes.
Em um sinal de enfrentamento ao Planalto, nesta terça-feira, Alcolumbre incluiu na pauta do Plenário, para esta sessão, a PEC que estabelece regras de aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. Trata-se, para a equipe econômica do governo, de mais uma ‘pauta-bomba’. O impacto estimado sobre as contas públicas está calculado em cerca de R$ 30 bilhões ao longo da próxima década.
A proposta prevê idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, desde que tenham completado 25 anos de contribuição e de exercício na atividade. O texto também cria regras de transição para quem já está na carreira e amplia o benefício a agentes indígenas de saúde e de saneamento.