Rio de Janeiro, 28 de Setembro de 2026

Na reta final da campanha, Lula retoma crescimento sobre ’01’

Na reta final da campanha para o primeiro turno, as equipes de Lula e de Flávio Bolsonaro intensificaram o incentivo ao voto útil.

Segunda, 28 de Setembro de 2026 às 16:19, por: CdB

Na reta final da campanha para o primeiro turno, as equipes de Lula e de Flávio Bolsonaro intensificaram o incentivo ao voto útil.

Por Redação – de Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega a 39% das intenções de voto para o primeiro turno, a ser realizado no próximo domingo, contra 34% do senador Flávio Bolsonaro (PL), ou filho ou filho ’01’ como também é conhecido, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira. A série recente do levantamento mostra uma recuperação numérica de Lula no confronto direto com Flávio nas últimas semanas.  O líder brasileiro marcava 37% no levantamento publicado na semana passada, ante 33% de ’01′.

Lula, Master
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega a 39% das intenções de voto para o primeiro turno

Em um eventual segundo turno, Lula e o candidato do PL aparecem numericamente empatados e marcam 42%. O cenário é de estabilidade com em relação à rodada anterior, quando os presidenciáveis apareciam em empate técnico, com 41% de Lula e 42% de Flávio Bolsonaro.

Na atual edição do estudo, escritor Augusto Cury (Avante) aparece com 4% no primeiro turno (tinha 6%). O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) manteve a marca de 4% que tinha no último levantamento, e Renan Santos (Missão), também manteve 3%. Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, e Samara Martins (UP) tinham 1% cada. Zema manteve a marca, e Samara não pontuou nesta rodada.

Voto útil

Indecisos são 5%, e 10% dos entrevistados afirmam que votarão em branco, anularão o voto ou não irão às urnas. Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Leonardo Avalanche (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO), e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) não pontuam.

Na reta final da campanha para o primeiro turno, as equipes de Lula e de Flávio Bolsonaro intensificaram o incentivo ao voto útil. A movimentação pode ser observada nas oscilações no número de indecisos e na quantidade de votos declarados nos candidatos do segundo pelotão.

O número de eleitores que não sabem em quem irão votar representavam 10% no levantamento do dia 14 de setembro. Agora, eles são 5%. Na mesma data, os demais presidenciáveis (excluindo Lula e Flávio) somavam 16% da inteçõa de voto. Hoje, eles representam 12%.

Oscilação

Olhando para os resultados da última pesquisa Datafolha, em que o placar era de 40% a 36% para o petista no primeiro turno, aliados do presidente avaliaram que a campanha realinhou o prumo e, assim, conseguiu frear o avanço do candidato do PL —que manteve o mesmo percentual em duas rodadas, enquanto Lula registrou uma oscilação positiva de um ponto percentual.

A candidatura tem manifestado preocupação com possíveis interferências dos EUA no pleito. Sem mencionar Washington, Lula abordou a questão na terça-feira (22) em seu discurso na Assembleia-Geral da ONU.

A campanha do presidente acionou o TSE e o STF (Supremo Tribunal Federal) para ajuizar ação contra Flávio e seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), sob a acusação de articular uma intervenção com o governo de Donald Trump, e pedir investigações urgentes de ingerências.

Vorcaro

A campanha do senador busca alcançar os votos de outros postulantes da direita, como Caiado, Zema e Renan Santos. Pesam contra a candidatura de Flávio as revelações da relação entre ele e o Daniel Vorcaro, do Banco Master. Além de pedir dinheiro ao ex-banqueiro para financiar o filme ‘Dark Horse’, sobre a vida do pai, o parlamentar viajou dos Estados Unidos ao Brasil no jato que tinha o dono do Master entre os proprietários em janeiro de 2025, às vésperas da posse de Trump na Presidência dos EUA.

O primeiro turno é antecedido também pela crise no STF, que Flávio Bolsonaro tem buscado explorar politicamente. Integrantes da campanha afirmaram à Folha que o noticiário dominado pelo caso Master e pelos conflitos no STF proporcionou uma maré boa ao parlamentar e que, por isso, o foco do momento é tentar transferir a rejeição do ministro Alexandre de Moraes ao presidente Lula.

Foram entrevistados 2.004 eleitores com 16 anos ou mais de todo o país de quinta-feira a domingo. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi encomendada pela TV e o jornal ‘O Globo’ e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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