Rio de Janeiro, 13 de Maio de 2026

Mirante do Leblon sofre danos após ressaca marítima no Rio

O Mirante do Leblon sofreu danos significativos devido a ondas de até três metros durante ressaca marítima. Estrutura interditada para reparos.

Quarta, 13 de Maio de 2026 às 11:33, por: CdB

Ondas de até três metros atingiram a estrutura durante a madrugada desta quarta-feira.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

A forte ressaca que atingiu o litoral do Rio durante a madrugada desta quarta-feira destruiu parte do píer do Mirante do Leblon, na Zona Sul da cidade. As ondas invadiram a estrutura e arrancaram parte do piso de madeira

Mirante do Leblon sofre danos após ressaca marítima no Rio | Ressaca provoca estragos no Mirante do Leblon
Ressaca provoca estragos no Mirante do Leblon

Além dos pisos de madeira, as ondas também arrancaram pedaços de madeira do guarda-corpo. Após os danos, a área acabou interditada e passará por obras de reparo. Segundo aviso emitido pela Marinha do Brasil, há previsão de ondas de até três metros de altura até as 9h desta quarta.

Os impactos da ressaca também afetaram o trânsito na orla do Leblon. De acordo com o Centro de Operações Rio (COR), a Avenida Delfim Moreira foi liberada às 7h56, na altura do Posto 11, no sentido Ipanema, após equipes realizarem a limpeza da pista.

A via havia sido interditada por volta de 1h30 da madrugada de terça-feira, devido à invasão do mar. Durante o bloqueio, motoristas precisaram desviar o tráfego pela Avenida Bartolomeu Mitre.

Ainda segundo o COR, o trânsito apresenta boas condições ao longo da avenida nesta manhã.

Demolição

A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) iniciou, nesta quarta-feira, a demolição de uma construção irregular localizada na Rua Major Toja Martinez Filho, no Morro do Vidigal, na Zona Sul do Rio.

Segundo a prefeitura, o imóvel possui cerca de 400 metros quadrados e foi erguido sem autorização municipal. A estrutura, caracterizada como um prédio comercial de sete pavimentos, não atende às normas urbanísticas previstas para a região.

De acordo com engenheiros, a estimativa é que os responsáveis tenham prejuízo de aproximadamente R$ 1,5 milhão pela construção. Cerca de 40 agentes da SEOP participam da operação.

Ainda segundo a administração municipal, a obra acumula notificações de embargo e autos de infração desde 2013. Os responsáveis chegaram a apresentar um pedido de legalização, mas o processo acabou indeferido pela Prefeitura do Rio.

Mesmo após o parecer técnico contrário, os proprietários não realizaram adequações no projeto, informou a Prefeitura. Diante disso, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento (SMDU) determinou a demolição do imóvel.

Conforme a Prefeitura, a demolição ocorre de forma manual devido à dificuldade de acesso para maquinário pesado na comunidade.

 

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