Por Redação, com agências internacionais - de Londres/Paris:
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) divulgou nesta terça-feira que mais de 2 mil pessoas morreram este ano tentando atravessar o Mar Mediterrâneo. O organismo também calcula em 188 mil o número de resgatados na região. Em 2014, as vítimas fatais foram 3.279 ao longo dos 12 meses e 1.607 até o final de julho.
- É inaceitável que no século XXI as populações que fogem de conflitos, perseguições e miséria tenham que suportar essa terrível experiência para morrer às portas da Europa - lamentou o diretor-geral da OIM, William Lacy Swing.
A Itália é o principal destino de pessoas que fogem dos conflitos no Oriente Médio rumo à Europa. A maior parte dos refugiados é oriunda da Líbia. Eles tentam cruzar o Canal da Sicília em embarcações precárias e ilegais.
A crise migratória vem se acentuando nos últimos anos, especialmente depois que a OTAN liderou uma missão que destituiu o líder líbio Muammar Khaddafi, em 2011. Desde então, o país mergulhou em uma grande instabilidade e levou a Europa a um grave problema migratório e social.
O governo italiano vem cobrando da União Europeia uma solução para a crise, mas encontra a resistência da França. O bloco continental está analisando que medidas tomar para amenizar a situação.
Canal da Mancha
Cerca de 600 imigrantes ilegais tentaram atravessar o Canal da Mancha através do Eurotúnel, na segunda-feira à noite, a partir de Calais, na França, para chegarem ao Reino Unido, divulgaram hoje as autoridades. O número apresenta uma redução notória comparado com o domingo, quando 1,7 mil pessoas na mesma condição tentaram chegar à Grã-Bretanha fugindo do controle policial do Eurotúnel. Cerca de 400 imigrantes em situação ilegal foram impedidos de cruzar o túnel, enquanto 180 foram interceptados e expulsos após chegarem ao destino. Cerca de 20 pessoas foram detidas, disseram fontes policiais. O aumento da pressão migratória começou na semana passada, após a paralisação parcial, desde junho, do Porto de Calais, após um conflito laboral na empresa de ferries MyFerryLink. Muitos caminhões com destino ao Reino Unido ficaram retidos à entrada do túnel, o que gerou a oportunidade para muitos imigrantes se esconderem no interior desses veículos e tentar chegar neles à Inglaterra. Perante o agravamento da situação, o governo francês decidiu enviar na semana passada 120 agentes para reforçar a segurança no local. Já o governo inglês anunciou investimento de 10 milhões de euros para a construção de uma área de proteção para caminhões com destino ao Reino Unido.