Rio de Janeiro, 10 de Agosto de 2026

Italianos testam novo instrumento solar durante eclipse

O ⁠eclipse cria condições nas quais a coroa se torna mais visível, facilitando os estudos da área ao redor do Sol, cujo comportamento tem enorme potencial para afetar as redes de comunicação e as redes de energia na Terra.

Segunda, 10 de Agosto de 2026 às 10:59, por: CdB

O ⁠eclipse cria condições nas quais a coroa se torna mais visível, facilitando os estudos da área ao redor do Sol, cujo comportamento tem enorme potencial para afetar as redes de comunicação e as redes de energia na Terra.

Por Redação, com Reuters – de Roma

Protegido ‌do Sol escaldante do verão, um grupo de cientistas da cidade de Pádua, no norte da Itália, passou semanas em um laboratório aperfeiçoando um instrumento que, segundo eles, pode transformar o estudo da coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol.

Cientistas italianos levam instrumento solar a teste decisivo

Enquanto um eclipse solar total atravessa ⁠a Europa no dia 12 de agosto, o Espectrômetro de Fenda Circular (CISS) ‌passará por um teste decisivo no Observatório Astrofísico de Javalambre, na Espanha, onde os pesquisadores esperam comprovar que ele é capaz de decompor ‌a luz do Sol em seus comprimentos de ‌onda constituintes muito mais rapidamente do que os instrumentos existentes.

O ⁠eclipse cria condições nas quais a coroa se torna mais visível, facilitando os estudos da área ao redor do Sol, cujo comportamento tem enorme potencial para afetar as redes de comunicação e as redes de energia na Terra.

Diferentemente dos espectrômetros lineares convencionais, o novo protótipo “possui uma fenda circular ‌e é capaz de capturar o espectro de toda a coroa a ‌uma determinada distância do centro ⁠do Sol em ⁠uma única fotografia”, afirmou o pesquisador-chefe Federico Landini, do Observatório Astrofísico de Turim.

A ⁠abordagem foi projetada para superar uma ‌limitação fundamental dos instrumentos anteriores, ‌que podiam levar horas para escanear a coroa linha por linha, enquanto a região se altera em escalas de tempo de minutos.

Se os pesquisadores conseguirem demonstrar que o novo princípio óptico funciona, o ⁠próximo passo poderá ser aplicá-lo a uma futura missão espacial para observar a atmosfera externa do Sol.

O último grande espectrômetro ultravioleta, o UVCS, operou a bordo da sonda SOHO, da Agência Espacial Europeia e da Nasa, de 1996 a 2013, mas ‌levava muitas horas para mapear toda a coroa.

Lua

Primeiro, porém, eles precisam estar prontos para a breve janela de totalidade, quando a Lua bloqueia ⁠o Sol, permitindo que os cientistas observem a coroa solar e colocando à prova dois anos e meio de trabalho.

– Não há espaço nem tempo para o inesperado – disse a pesquisadora sênior Paola Zuppella, do Instituto de Fotônica e Nanotecnologias de Pádua. A coordenação da equipe, acrescentou ela, será tão importante quanto condições climáticas favoráveis.

Para chegar à Espanha, a equipe partiu de carro na sexta-feira, em vez de voar, transportando o instrumento em uma van para que não precisasse ser desmontado e remontado na chegada. Eles também esperavam evitar qualquer contratempo na viagem.

– Dada a situação dos voos, que podem muito bem ser cancelados no último minuto, é melhor garantir que realmente cheguemos lá – disse Landini.

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