Rio de Janeiro, 24 de Junho de 2026

Itália: calor extremo leva museu a suspender ingressos

Segundo informações preliminares, o calor intenso sobrecarregou o sistema de climatização do museu, levando a direção a restringir temporariamente a entrada...

Quarta, 24 de Junho de 2026 às 15:09, por: CdB

Segundo informações preliminares, o calor intenso sobrecarregou o sistema de climatização do museu, levando a direção a restringir temporariamente a entrada de visitantes e interromper a venda de novos ingressos.

Por Redação, com ANSA – de Roma

As Gallerie degli Uffizi, maior museu renascentista do mundo, em Florença, suspenderam nesta quarta-feira a venda de ingressos devido a problemas no sistema de ar-condicionado, agravados pela forte onda de calor que atinge a região.

Medida é válida apenas para esta quarta-feira

Segundo informações preliminares, o calor intenso sobrecarregou o sistema de climatização do museu, levando a direção a restringir temporariamente a entrada de visitantes e interromper a venda de novos ingressos. A medida é válida apenas para hoje.

Florença está sob alerta vermelho devido às temperaturas extremas que vêm afetando diversas regiões do país. As máximas devem ultrapassar os 30ºC, enquanto a sensação térmica pode se aproximar dos 40ºC.

Em cidades como Milão e Turim, por exemplo, foram registrados apagões em razão do aumento expressivo no uso de ar-condicionado, enquanto o sistema hospitalar de Parma contabilizou mais de mil atendimentos relacionados ao calor em apenas três dias. 

De acordo com especialistas, a onda de calor que atinge a Itália, especialmente as regiões do norte, além de Espanha e França, pode se estender por até 11 dias no total.

Em declaração à agência italiana de notícias ANSA, o meteorologista Bernardo Gozzini, diretor do consórcio Lamma, ligado ao Conselho Nacional de Pesquisa (CNR), afirmou que “nunca antes foi registrada uma onda de calor com essa duração” na Itália.

Temperaturas

Ele explicou que temperaturas acima de 35°C vêm sendo registradas há cerca de seis dias em regiões do centro e norte do país, com previsão de continuidade até 30 de junho.

Caso o cenário se confirme, a duração total do evento climático extremo poderá atingir 11 dias, o que o especialista classifica como um possível recorde. “Uma duração tão prolongada em junho é uma anomalia, assim como foi a onda de calor do final de maio”, observou Gozzini.

As previsões indicam que uma mudança no padrão atmosférico deve ocorrer entre 1º e 2 de julho, com a chegada de ar frio vindo do Atlântico. Essa transição pode propiciar alívio nas temperaturas, mas também instabilidade climática, com possibilidade de tempestades em algumas regiões.

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