Rio de Janeiro, 17 de Agosto de 2026

Investigadores fazem busca em escritórios do Google em Paris

Investigadores franceses fizeram buscas nos escritórios do Google em Paris como parte de uma investigação sobre sonegação de impostos e lavagem de dinheiro

Terça, 24 de Maio de 2016 às 09:02, por: CdB

A França busca cerca de 1,6 bilhão de euros em impostos devidos pelo Google, que é criticada pelo uso agressivo de técnicas de planejamento tributário

Por Redação, com Reuters - de Paris/São Francisco:

Investigadores franceses fizeram buscas nos escritórios do Google em Paris como parte de uma investigação sobre sonegação de impostos e lavagem de dinheiro, afirmou o escritório da promotoria nesta terça-feira.

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França, Grã-Bretanha e outros países têm há tempos reclamado do jeito que o Google, Yahoo e outros gigantes da Internet geram lucros em seus países

As autoridades investigam os escritórios do Google desde o início da manhã no Centro de Paris, disse uma fonte no Ministério das Finanças da França. O jornal francês Le Parisien afirmou que cerca de 100 investigadores fazem parte da operação.

Um porta-voz do Google não estava imediatamente disponível para comentar.

França, Grã-Bretanha e outros países têm há tempos reclamado do jeito que o Google, Yahoo e outros gigantes da Internet geram lucros em seus países, mas têm suas bases tributárias em outras nações, onde os impostos sobre empresas são muito menores.

A França busca cerca de 1,6 bilhão de euros em impostos devidos pelo Google, que é criticada pelo uso agressivo de técnicas de planejamento tributário, disse outra fonte do Ministério das Finanças em fevereiro.

O Google anunciou em janeiro que aceitou pagar 130 milhões de libras em impostos devidos à Inglaterra, o que causou críticas de legisladores, que afirmaram que o valor do acordo foi "ridículo" devido ao tamanho dos negócios da empresa gerados no país.

Erros

Quando o Google lançou os óculos inteligentes Google Glass quatro anos atrás, a empresa recorreu a paraquedistas usando óculos esportivos movimentando um centro de convenções em São Francisco, modelos usando óculos em um chamativo desfile e uma campanha no Twitter para notificar os primeiros "Glass Explorers" sobre a sorte deles de conseguirem o dispositivo.

Este ano, quando a Microsoft exibiu uma edição inicial de seu óculos de realidade aumentada HoloLens, adotou a abordagem oposta: mirou sobre os desenvolvedores de software para tornar o dispositivo útil. Sem acrobacias. Sem divulgações de moda. Sem nenhum marketing para consumidores.

– Eles estão adotando uma abordagem mais controlada com o HoloLens e esta é a estratégia correta, disse Tipatat Chennavasin, sócio geral da Venture Reality Fund, que investe em empresas iniciantes de realidade aumentada e realidade virtual. "Você não quer criar uma expectativa exagerada e deixar as pessoas decepcionadas, foi isso que aconteceu com o Google Glass."

O lançamento discreto reflete os obstáculos intimidantes que estão confrontando a incipiente indústria de realidade aumentada, conhecida como AR (na sigla em inglês). Tais dispositivos sobrepõem imagens ao que está sendo visto pelo usuário com a meta de melhorar a eficiência em negócios variando desde consultórios médicos até chãos de fábrica.

Alguns veteranos da indústria vêem essa tecnologia como uma oportunidade ainda maior que sua prima, a realidade virtual, que imerge completamente os usuários em um mundo artificial. Mas os esforços iniciais ao redor da realidade aumentada, incluindo o Google Glass e o próprio antecessor do HoloLens, o Kinect, também da Microsoft, falharam.

– A Microsoft tem uma enorme oportunidade aqui, isto é: criar um mercado para realidade mista e holográfica e dominá-lo – disse o analista da Forrester Research, J.P. Gownder. Sucesso, ele disse, significaria vender milhares de unidades para empresas até o fim de 2017.

Mas a história sugere que as realidades aumentada e a virtual ainda têm um longo caminho pela frente.

Os desenvolvedores de realidade virtual até chegaram a ganhar impulso com o Oculus, do Facebook, mas estão se concentrando em videogames enquanto nenhum outro aplicativo fundamental surgiu ainda. Muitos usuários ainda têm problemas com náuseas.

O Google mudou seu foco também e não mais vende o Glass para consumidores, mas está disponível a desenvolvedores de aplicações.

ames Ashley, um desenvolvedor de software e especialista em Kinect afirmou que a Microsoft está tentando "corrigir o erro visto com o Kinect, que foi que ele era apenas para jogadores de videogames".

– Eles estão tentando alinhar esta nova tecnologia com seus negócios principais de "criar tecnologia para corporações – disse Ashley.

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