Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

Impeachment: acusação apresenta até terça alegações finais

A acusação terá até a próxima terça-feira para apresentar suas alegações finais à Comissão Especial do Impeachment. De quarta-feira até o dia 27, é o prazo dado para que a defesa também se manifeste pela última vez.

Segunda, 11 de Julho de 2016 às 08:43, por: CdB

O relatório de Antonio Anastasia será discutido e deve ser votado em agosto na Comissão Especial do Impeachment

Por Redação, com Agência Senado - de Brasília:
A acusação terá até a próxima terça-feira para apresentar suas alegações finais à Comissão Especial do Impeachment. De quarta-feira até o dia 27, é o prazo dado para que a defesa também se manifeste pela última vez. O presidente Raimundo Lira (PMDB-PB) confirmou que os senadores só vão se reunir novamente em 2 de agosto, quando será apresentado o relatório de Antonio Anastasia (PSDB-MG). No dia 3, o documento será discutido e deve ser votado no dia seguinte na Comissão Especial do Impeachment.
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O advogado de defesa José Eduardo Cardozo negou que tenha intenção de antecipar a conclusão de suas alegações na Comissão do Impeachment
O advogado de defesa José Eduardo Cardozo negou que tenha intenção de antecipar a conclusão de suas alegações, conforme havia sugerido o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), para permitir que o julgamento final de Dilma no Plenário ocorra durante os Jogos Olímpicos. — Não trabalho com a hipótese de associar o processo a questões externas. Vou usar o tempo necessário. Tenho que fazer um bom trabalho com provas fartas e claras para demonstrar à luz do sol que não existe crime de responsabilidade. Tenho prazo de 15 dias e, dentro desse prazo, eu apresentarei quando tiver terminado meu trabalho — afirmou Cardozo.

Dilma

Cardozo também não garantiu a presença de Dilma Rousseff para se defender no Plenário do Senado. Segundo o advogado, “tudo será avaliado”. Ele explicou que a orientação para que ela não fosse à Comissão do Impeachment na última quarta-feira partiu da defesa. — Um chefe de estado sempre comparece ao órgão máximo. Um presidente da República não costuma ir a comissões. Quem vai são os ministros. Posteriormente, quando se tem uma sessão plenária, a presidente se achar que deve, comparecerá. A posição da defesa se prendeu a essa dimensão institucional e acho importante que seja preservada – avaliou.

Missão cumprida

Após a última reunião da comissão, Raimundo Lira avaliou positivamente o trabalho do grupo. Segundo ele, foram 28 encontros, 127 oficios expedidos, 130 requerimentos aprovados. - Acreditamos que mostramos ao país que a comissão estava trabalhando para atender as expectativas da população. Em nenhuma das reuniões deixamos sobra de pauta para o dia seguinte e tivemos reuniões de quase 15 horas de duração - afirmou.
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