Custo Brasil não influenciará Comissão do Impeachment
O presidente da Comissão Impeachment no Senado, Raimundo Lira (PMDB-PB), disse, nesta sexta-feira, que as operações da Polícia Federal não vão atrapalhar ou interromper os trabalhos do colegiado. A Operação Custo Brasil é um desdobramento da Operação Lava Jato.
Raimundo Lira disse que a Custo Brasil não irá interromper ou atrapalhar os trabalhos da Comissão
Por Redação, com ABr - de Brasília:
O presidente da Comissão Impeachment no Senado, Raimundo Lira (PMDB-PB), disse, nesta sexta-feira, que as operações da Polícia Federal não vão atrapalhar ou interromper os trabalhos do colegiado. A Operação Custo Brasil, desdobramento da Operação Lava Jato, foi deflagrada na quinta-feira.
Para Lira, a Polícia Federal, o Ministério Público e o Judiciário estão agindo com total independência. Isso é muito bom para o fortalecimento da democracia brasileira
- É mais um fato lamentável que está acontecendo no país, mas esses assuntos, de maneira nenhuma, vão atrapalhar ou interromper os trabalhos ou o bom andamento da Comissão Especial do Impeachment - afirmou Lira.
A Operação Custo Brasil investiga um esquema de pagamento de propina de mais de R$ 100 milhões para diversos funcionários públicos e agentes políticos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, entre os anos de 2010 e 2015. O ex-ministro Paulo Bernardo, marido da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), foi preso em Brasília e levado para São Paulo.
Em nota divulgada ontem, Gleisi disse que a operação ocorreu para desviar o foco da opinião pública de problemas do governo do presidente interino, Michel Temer. “Não me cabe outra explicação que não o desvio de foco da opinião pública deste governo claramente envolvido em desvios, em ataques aos direitos conquistados pela população. Garantir o impeachment é tudo o que mais lhes interessa neste momento”, afirmou a petista.
Sobre a nota da senadora, Lira disse que é preciso “levar em consideração o sofrimento da família da Gleisi com esse acontecimento”.
- Mas está muito claro, independentemente deste governo ou do governo anterior, que a Polícia Federal, o Ministério Público e o Judiciário estão agindo com total independência. Isso é muito bom para o fortalecimento da democracia brasileira - afirmou o senador.
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