Os maiores danos são de quedas de árvore, destelhamento de casas e cortes de energia. No total, há 19 desalojados em seis municípios.
Por Redação, com ABr – de Brasília
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul informou nesta segunda-feira que 43 municípios relataram danos devido às tempestades, granizo e ventanias que atingem o estado desde a semana passada.

Os maiores danos são de quedas de árvore, destelhamento de casas e cortes de energia. No total, há 19 desalojados em seis municípios.
Santa Vitória do Palmar teve rajadas de vento de 97,9 km/h, Santa Maria e São José dos Ausentes, de 90 km/h.
Os maiores acumulados de chuva em dois dias ocorreram em Quaraí (159,8 milímetros, Santa Vitória do Palmar (133,5 mm) e Rosário do Sul (125,8 mm).
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que, a partir desta segunda-feira, a área de aviso laranja de perigo para tempestades passa a contemplar municípios das regiões de Ijuí, Santa Cruz do Sul e da região metropolitana de Porto Alegre.
Nas demais áreas do Rio Grande do Sul e no litoral sul de Santa Catarina, permanece vigente o aviso amarelo de perigo potencial para tempestades.
Emergência
Sete municípios do Rio Grande do Sul tiveram situação de emergência decretada após as chuvas intensas que atingiram a região. A medida está publicada no Diário Oficial da União.
A portaria da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil cita os municípios de São Sepé, Erval Seco, Liberato Salzano, Coronel Bicaco, Cerro Grande, Novo Tiradentes e Seberi.
O reconhecimento da situação de emergência é uma etapa necessária para que estados e municípios possam acessar recursos federais destinados à resposta e à recuperação de áreas atingidas por desastres naturais.
Após a aprovação dos planos de trabalho apresentados pelos municípios, o governo federal poderá autorizar o repasse de recursos para ações de socorro, assistência às famílias afetadas e reconstrução da infraestrutura comprometida pelas chuvas.
Previsão
Para esta segunda-feira, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê continuidade das chuvas e ventanias no Sul do país.
O movimento decorre da diferença de pressão entre um centro de baixa pressão na Argentina e o Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul o que intensifica o fenômeno do Jato de Baixos Níveis.
Essa configuração também dificulta o avanço das áreas de instabilidade, que permanecem restritas ao Rio Grande do Sul, onde há avisos laranja de perigo para tempestades com granizo.
O frio perde intensidade na Região Sul, com mínimas em torno de 10°C restritas às regiões de serra. As máximas ficam em torno de 24°C no Rio Grande do Sul devido à atuação das tempestades.