Rio de Janeiro, 21 de Março de 2026

Governo italiano convoca reunião após explosão com vítimas em Roma

Reunião de emergência do CAS é convocada após explosão que matou casal ligado a grupo anarquista em Roma. Investigação aponta para acidente com bomba caseira.

Sábado, 21 de Março de 2026 às 12:36, por: CdB

Casal morto era ligado a famoso grupo de extrema-esquerda ligado a terrorismo.

Por Redação, com ANSA – de Roma

O ministro do Interior da Itália, Matteo Piantedosi, convocou para este sábado uma reunião de emergência do Comitê Estratégico de Análise Antiterrorista (CAS) após um casal pertencente a um famoso grupo anarquista nacional morrer em uma explosão em Roma sexta-feira.

Governo italiano convoca reunião após explosão com vítimas em Roma | Casa de campo em Roma veio abaixo após suposta bomba caseira explodir e matar dois anarquistas
Casa de campo em Roma veio abaixo após suposta bomba caseira explodir e matar dois anarquistas

O episódio ocorreu em uma casa de campo abandonada no Parque Acquedotti. Segundo as investigações, as vítimas, Alessandro Mercogliano, 53 anos, e Sara Ardizzone, 35 anos, são membros renomados do grupo anarquista de Alfredo Cospito, com atuação terrorista em diversas cidades italianas. As autoridades acreditam que foram eles a causarem a explosão acidental, provavelmente, enquanto montavam uma bomba caseira.

Na reunião de hoje, o Ministério do Interior deve discutir os riscos associados aos movimentos anarquistas, que o relatório anual de inteligência define como “a ameaça mais concreta” contra a Itália.

Campanha terrorista

As autoridades não excluem a hipótese de a dupla querer relançar uma campanha terrorista em favor de Cospito ou para novas ações ao longo da rede ferroviária do país, já atingida em fevereiro por diversos ataques de sabotagem de inspiração anarquista na linha de alta velocidade durante os Jogos Olímpicos de Milão-Cortina.

No caso de Marcogliano, ele foi julgado, em Turim, em um processo ligado à “Federação Anarquista Informal”, acusada de atentados a bombas e do envio de pacotes explosivos para políticos, jornalistas e policiais. Após ser condenado a cinco anos de prisão em 2019, ele foi absolvido em recurso.

Já Cospito, líder da organização, foi condenado, no mesmo julgamento, a 20 anos de detenção.

Ardizzone, por sua vez, foi absolvida em 2025, em Perugia, no âmbito de uma investigação sobre “o incitamento à prática de crimes e de fuga agravada com o objetivo de terrorismo”.

No tribunal, durante a audiência preliminar, ela leu uma longa declaração, com a qual se definiu: “Sou anarquista. Como anarquista, sou inimiga deste Estado como de qualquer outro Estado”.

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