No reencontro decisivo, o Fluminense foi guerreiro do início ao fim. Sob o comando do técnico Marcão, a equipe não se intimidou com o retrospecto do forte adversário em seus domínios.
Por Redação, com CartaCapital – de São Paulo
O sonho do bicampeonato da CONMEBOL Libertadores chegou ao fim para o Fluminense. Após ser derrotado no jogo de ida por 2 a 1 no Maracanã — resultado que veio como um verdadeiro soco no estômago dos torcedores, mas com um sopro de esperança mantido pelo gol do jovem Wesley Natã —, o Tricolor das Laranjeiras foi até a arena palmeirense e protagonizou uma partida épica. Com bravura e imposição, o time carioca venceu no tempo normal por 1 a 0, igualou o placar agregado em 2 a 2, mas acabou superado na disputa por pênaltis.

Coragem tricolor e domínio em São Paulo.
No reencontro decisivo, o Fluminense foi guerreiro do início ao fim. Sob o comando do técnico Marcão, a equipe não se intimidou com o retrospecto do forte adversário em seus domínios, ditou o ritmo da partida, acuou o Palmeiras e criou as melhores chances do jogo, finalizando mais a gol do que os donos da casa.
A recompensa pelo volume ofensivo veio com o volante Hércules, que balançou as redes, garantiu o triunfo por 1 a 0 no tempo regulamentar e levou a decisão para as cobranças da marca da cal. Somando os 180 minutos do confronto, o Fluminense mostrou enorme coragem e foi superior em três dos quatro tempos disputados no confronto continental.
Pênaltis
Contudo, a máxima de que o futebol pune acabou prevalecendo nas penalidades. Com frieza e paciência para suportar a pressão tricolor durante os 90 minutos, o Palmeiras levou a melhor nas cobranças decisivas e garantiu sua vaga na grande final da competição.
Apesar da eliminação dolorosa, a postura valente do elenco deixa uma impressão positiva para o restante da temporada. Agora, o Fluminense vira a chave e foca 100% no Campeonato Brasileiro, onde briga diretamente na parte de cima da tabela para carimbar sua vaga na Libertadores de 2027.
Cinco clubes
Cinco clubes brasileiros aparecem entre os 30 melhores do mundo na formação de jogadores, de acordo com um levantamento divulgado na quarta-feira pelo Observatório do Futebol CIES, centro de pesquisas com sede na Suíça. O Palmeiras é o representante nacional mais bem colocado, na 13ª posição, seguido por São Paulo, Flamengo, Fluminense e Santos.
O estudo analisa atletas formados pelas equipes que atualmente disputam 49 campeonatos nacionais de primeira divisão ao redor do mundo. Além da quantidade de jogadores revelados, a metodologia considera o nível das competições em que eles atuam, os minutos disputados e a idade dos profissionais.
Palmeiras lidera entre os brasileiros.
O Palmeiras ocupa a 13ª colocação geral, com índice de formação de 65,7 pontos e 59 jogadores revelados em atividade nas ligas analisadas. Na sequência aparece o São Paulo, em 15º lugar, com 65,5 pontos e 60 atletas.
O Flamengo está na 19ª posição, com índice de 63,1 e 58 jogadores formados pelo clube. Já o Fluminense ocupa o 28º lugar, com 59,1 pontos e 55 atletas, enquanto o Santos fecha a lista de brasileiros, na 29ª colocação, com 58,7 pontos e 53 jogadores.
A presença dos cinco clubes reforça a participação do futebol brasileiro na formação de atletas que atuam em diferentes mercados internacionais.
Flamengo se destaca nas principais ligas europeias.
Outro dado do levantamento envolve a presença de jogadores revelados pelos clubes brasileiros nas cinco principais ligas da Europa: Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França.
Nesse recorte, o Flamengo aparece na liderança entre os representantes do país, com oito atletas atuando nessas competições. Palmeiras e São Paulo têm cinco jogadores cada, enquanto o Santos conta com quatro e o Fluminense, com três.
Benfica lidera o ranking mundial.
No topo da classificação está o Benfica, de Portugal, com índice de 101,3 pontos e 93 jogadores formados pelo clube nas ligas consideradas pelo estudo.
O River Plate, da Argentina, ocupa a segunda posição, com 97,6 pontos e 94 atletas, seguido pelo Boca Juniors, também argentino, que soma 96,7 pontos e 93 jogadores. O Vélez Sarsfield aparece em quarto lugar, enquanto o Ajax, da Holanda, completa as cinco primeiras posições.
Como funciona o ranking do CIES?
Para entrar na categoria de clube formador, a equipe precisa ter contado com o jogador por pelo menos três anos entre a temporada em que ele completou 15 anos e aquela em que completou 21.
A classificação combina quatro fatores principais: o número de atletas formados em atividade nas 49 ligas analisadas, o nível esportivo das competições disputadas, os minutos em campo durante o último ano e a idade dos jogadores. Atletas mais jovens recebem um peso maior nesse último critério.
Confira o top 30 das melhores bases do mundo:
Benfica (Portugal)
River Plate (Argentina)
Boca Juniors (Argentina)
Vélez Sarsfield (Argentina)
Ajax (Holanda)
Barcelona (Espanha)
Sporting (Portugal)
Defensor Sporting (Uruguai)
Real Madrid (Espanha)
Estrela Vermelha (Sérvia)
Nacional (Uruguai)
Dínamo Zagreb (Croácia)
Palmeiras (Brasil)
Rosario Central (Argentina)
São Paulo (Brasil)
Cerro Porteño (Paraguai)
Peñarol (Uruguai)
Atlético Nacional (Colômbia)
Flamengo (Brasil)
Newell’s Old Boys (Argentina)
Partizan (Sérvia)
Dínamo de Kiev (Ucrânia)
Manchester City (Inglaterra)
Paris Saint-Germain (França)
Anderlecht (Bélgica)
San Lorenzo (Argentina)
Genk (Bélgica)
Fluminense (Brasil)
Santos (Brasil)
Argentinos Juniors (Argentina)